Braga. Trabalhadores da AGERE desfilam até à Câmara para entregar lista de exigências

Os trabalhadores da AGERE vão sair à rua esta quarta-feira para um desfile reivindicativo que terá como destino a Câmara Municipal de Braga. Antes da marcha, está marcado um plenário às 08:00, seguindo-se o desfile a partir das 10:00, com o objetivo de entregar ao presidente da autarquia, João Rodrigues, uma resolução com várias exigências laborais.

Em causa está a pressão do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local (STAL), que pede uma intervenção direta da autarquia. A Câmara detém 51% do capital da empresa e, por isso, sublinha o sindicato, tem a responsabilidade de garantir que os problemas identificados são resolvidos.

“Ao Executivo Municipal cabem especiais responsabilidades políticas e sociais para com os trabalhadores da AGERE”, refere a Direção Regional de Braga do STAL, apontando casos de falta de progressões na carreira e de ausência de atualização salarial, sobretudo entre funcionários cedidos pela autarquia em regime de interesse público.

Os trabalhadores recordam que a AGERE apresentou resultados acima dos 5,8 milhões de euros em 2024 — uma média próxima de meio milhão de euros por mês — e consideram “incompreensível” que, com lucros destes, não estejam asseguradas melhores condições laborais.

Entre as reivindicações estão:

  • Negociação e aplicação do suplemento de insalubridade, penosidade e risco;
  • Reconhecimento dos valores salariais da Administração Pública para quem trabalha em cedência de interesse público;
  • Atribuição de seguro de saúde;
  • Garantia de direitos no exercício da atividade sindical;
  • Melhoria das condições nos locais de trabalho;
  • Conclusão dos processos avaliativos pendentes.

Os trabalhadores exigem ainda o cumprimento integral do Acordo de Empresa assinado em 2020, acusando a administração de não estar a honrar os compromissos assumidos.

O desfile será mais um momento de pressão pública para que a Câmara e a administração da AGERE retomem negociações num clima que os trabalhadores classificam como “urgente e inadiável”.

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