Arcos de Valdevez vai criar ‘Centro Interpretativo do Corço’ em Adrão, no Soajo

A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez aprovou a abertura de um procedimento concursal para a elaboração dos projetos de arquitetura e especialidades de engenharia que vão permitir reconstruir o edifício destinado ao futuro Centro Interpretativo do Corço, em Adrão, na freguesia de Soajo.

O equipamento ficará instalado na antiga Casa Florestal do Areeiro, um local emblemático da região, e tem como principal missão valorizar turisticamente o território, ao mesmo tempo que promove e divulga o património natural e cultural do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG).

Um símbolo do território que ganha nova casa

O projeto surge da necessidade de proteger e valorizar uma das espécies mais simbólicas do concelho: o corço (Capreolus capreolus). Este pequeno cervídeo, conhecido pela elegância e pela agilidade, é hoje uma das imagens de marca do PNPG e desempenha um papel essencial no ecossistema serrano.

O novo Centro Interpretativo pretende afirmar-se como referência na conservação e interpretação da espécie, colocando o corço no centro de programas educativos, iniciativas de sensibilização ambiental e atividades ligadas ao turismo de natureza.

Três pilares essenciais

A autarquia sublinha que o projeto assenta em três eixos estratégicos:

  • Educação e Sensibilização Ambiental – através de conteúdos pedagógicos e ações dedicadas à biodiversidade local.
  • Turismo Sustentável – criando novos pontos de interesse que reforcem a atratividade da região, sempre com respeito pelo ambiente.
  • Comunidade e Cultura – valorizando práticas e tradições locais associadas ao território do Soajo e do PNPG.

A criação do Centro Interpretativo do Corço representa, segundo o município, mais um investimento na proteção do património natural e cultural, reforçando a identidade de Arcos de Valdevez como porta de entrada para um dos espaços naturais mais importantes de Portugal.

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