Treze (dos dezasseis) presidentes de junta do concelho de Amares classificam de «ofensivas, levianas e sem fundamento» as declarações de Álvaro Silva, o vereador do movimento independente ‘Renascer Amares’ que denunciou a «falta de transparência» na gestão das juntas de freguesia de Amares, na reunião do executivo realizada esta quinta-feira. O vereador pedia a intervenção da câmara, a quem «compete coordenar e orientar», impondo às juntas a obrigatoriedade de divulgação pública das contas já a partir do ano económico de 2026.
Na reação, em comunicado enviado à nossa redação, os presidentes de junta manifestam «o nosso firme repúdio às declarações recentemente proferidas por um Senhor Vereador, as quais procuram colocar em causa a integridade, a transparência e a responsabilidade com que exercemos a gestão financeira das nossas freguesias».
Lembram que «as Juntas de Freguesia são instituições públicas sujeitas a regras rigorosas de prestação de contas, fiscalização e auditoria». E esclarecem que «todas as nossas decisões financeiras são tomadas de acordo com a lei, devidamente registadas, escrutináveis e abertas à verificação das entidades competentes. Não existe qualquer facto ou relatório oficial que sustente as insinuações que foram proferidas».
Neste sentido, «as declarações em causa, para além de ofensivas, constituem um ataque injustificado ao nosso trabalho, à confiança das populações e ao bom nome das instituições que representamos».
Notam que «os Presidentes de Junta trabalham diariamente no terreno, próximos das pessoas, com total transparência e sentido de serviço público — valores que nunca serão postos de parte».
Na mesma declaração conjunta, recusam «que afirmações levianas e sem fundamento tentem manchar a credibilidade e a reputação de quem cumpre a sua missão com rigor. A política não deve ser espaço para ataques gratuitos, mas sim para cooperação, respeito institucional e compromisso com a verdade».
Finalizam reafirmando «a nossa total disponibilidade para qualquer esclarecimento junto das entidades fiscalizadoras, como sempre fizemos, e reiteramos a honra, a seriedade e a responsabilidade com que continuaremos a servir as nossas freguesias».
A declaração conjunta não foi apenas subscrita, por razões diferentes, pelas juntas de freguesia de Lago, Caires e União de Caldelas, Sequeiros e Paranhos.












