Escola de Letras, Artes e Ciências Humanas (ELACH) da UMinho celebra 50 anos com programa cultural alargado em Braga e Guimarães

A Escola de Letras, Artes e Ciências Humanas (ELACH) da Universidade do Minho assinala esta semana o seu 50.º aniversário com uma programação especial que decorre entre 15 e 19 de dezembro, em Braga e Guimarães. Mesas-redondas, performances, debates, música, cinema e encontros com escritores integram as 15 atividades que celebram meio século de ensino, investigação e criação artística.

A sessão solene do cinquentenário está marcada para esta segunda-feira, dia 15, às 14h30, no auditório B1 do campus de Gualtar, em Braga, com transmissão online.

A cerimónia contará com intervenções do reitor da UMinho, Pedro Arezes, da presidente da ELACH, Cristina Flores, e da presidente da Comissão dos 50 Anos, Ana Gabriela Macedo, além da entrega de prémios de mérito escolar. O público poderá ainda assistir às atuações do Coro do Departamento de Música, do grupo Bomboémia e ao momento simbólico do corte do bolo de aniversário.

Ainda na segunda-feira, às 17h00, o espaço B-Lounge recebe uma mesa-redonda dedicada ao papel das bibliotecas e do livro, com a participação de Eloy Rodrigues, Aida Alves, Henrique Barreto Nunes e Ana Gabriela Macedo.

À noite, às 21h30, a Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva acolhe a performance “Cavalgada de 1000 Amperes”, protagonizada pelo ator António Durães.

Na terça-feira, o auditório B2 recebe às 17h00 uma tertúlia sobre o presente e o futuro da tradução, que reúne os académicos Margarida Vale de Gato, Alexandra Lopes, Fernando Alves e a tradutora Tânia Ganho.

O dia termina com a performance “Toda a ferida é uma beleza”, por Renata Flaiban e Fabiano Assis. Na quarta-feira, à mesma hora, discute-se o papel das mulheres na academia, num painel que inclui Fátima Vieira, Fátima Margarida Calafate Ribeiro, Cecília Leão e Ana Gabriela Macedo. Pelas 21h00, o Teatro Jordão, em Guimarães, recebe a performance “Migrações”, dirigida por Joana Providência e interpretada por estudantes de Teatro da ELACH.

Escritores lusófonos em destaque

A quinta-feira, dia 18, centra-se na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, onde às 17h00 decorre um dos momentos mais aguardados: uma conversa com escritores lusófonos de referência.

Entre os convidados estão os angolanos Zezé Nguellekka e Ana Paula Tavares, esta última distinguida com o Prémio Camões 2025, o timorense Luís Cardoso, a são-tomense Olinda Beja e o guineense Tony Tcheka. A sessão é moderada por Micaela Ramon. Às 21h30, exibe-se o filme “Banzo”, de Margarida Cardoso, vencedor do Globo de Ouro 2025 para Melhor Filme.

O programa encerra a 19 de dezembro, com o debate “Novas direções na investigação em Humanidades”, às 17h00, que reúne investigadores dos centros CEHUM e CEPS. Seguem-se “brigadas poéticas”, dinamizadas por Leonor Pereira e Inês de Castro, e uma festa multicultural com gastronomia e animação musical pelo Grupo de Música Popular, Grupo de Jazz e Literatuna. Paralelamente, está patente no B-Lounge a exposição “Livros de Artista”, de Carlos Corais.

A ELACH conta atualmente com cerca de 1400 estudantes distribuídos por oito licenciaturas, onze mestrados e cinco doutoramentos, reunindo ainda várias dezenas de docentes, investigadores e técnicos.

Estruturada em sete departamentos e dois centros de investigação, aposta na promoção das artes, das humanidades, do pensamento crítico e do multilinguismo, reforçando a cooperação internacional através de redes como a aliança Arqus. A celebração do seu cinquentenário pretende honrar esse legado e projetar o futuro da Escola.

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