Gripe aumenta pressão no SNS com pico de infeções esperado no final do ano

Os casos de gripe continuam a aumentar e a pressionar o Serviço Nacional de Saúde, com o pico das infeções previsto para os últimos dias do ano, embora sem agravamento da gravidade clínica dos doentes.

A incidência da gripe continua a subir em Portugal, colocando maior pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS), numa altura em que se prevê que o pico das infeções ocorra nos últimos dias do ano. Apesar do aumento do número de casos, as autoridades de saúde indicam que não se verifica um agravamento da gravidade dos quadros clínicos.

Em 2025, a época gripal começou mais cedo do que o habitual, cerca de três a quatro semanas antes, e os dados já apontam para um número de infeções superior ao registado no ano passado. Um dos fatores explicativos prende-se com a circulação dominante de uma variante que não está incluída na vacina administrada nesta época.

Todos os anos, a composição da vacina da gripe é definida com base na previsão das estirpes mais prováveis de circular. No entanto, este ano, o subgrupo K da gripe A (H3N2), que teve expressão reduzida em épocas anteriores, acabou por ganhar maior força e disseminar-se a nível global. A ausência de uma proteção vacinal mais eficaz para esta variante contribui para o aumento do número de casos.

Ainda assim, os especialistas sublinham que este subgrupo não está associado a maior gravidade da doença nem a uma maior virulência, traduzindo-se sobretudo num aumento da pressão assistencial.

Com o crescimento das infeções, as urgências hospitalares, em particular nos grandes centros urbanos, estão a sentir maior afluência. Em algumas unidades, os tempos de espera chegaram a aproximar-se das 12 a 20 horas, em casos dos hospitais das zonas metropolitanas.

As autoridades admitem que, pelo menos durante mais uma semana, a procura pelos serviços de urgência deverá continuar a aumentar, podendo agravar os tempos de espera.

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