A realização de trabalhos preparatórios e a colocação de dois contentores num terreno privado, na Avenida da Ribeira, em Lago, está a alarmar a população local, que teme que venha a ser construído um aviário. O projeto é desconhecido pela Junta de Freguesia e pela Câmara de Amares, que já decretou o embargo dos trabalhos em curso.
“Mediante um alerta recebido, o município atuou rapidamente e enviou a fiscalização ao local. Foi verificado pelos fiscais que algo não estava em conformidade e, nesse sentido, decretado o embargo dos trabalhos”, disse ao jornal “O Amarense” o presidente da Câmara, Emanuel Magalhães, sublinhando que a autarquia desconhece o que está a ser realizado.
Também contactada a propósito, a presidente da Junta de Freguesia de Lago, Fernanda Araújo, sublinhou que “desconhece totalmente qualquer projeto” que exista para ali – seja ou não um aviário – e sublinhou que o avanço da obra foi feito “à revelia” pelo proprietário, tratando-se de uma obra ilegal.
“Circula essa informação de que será um aviário, mas a Junta de Lago não tem conhecimento de qualquer projeto, tal como a Câmara de Amares também não tem. Não há nada licenciado por parte do município”, explicou.
PROTESTO POPULAR
Através das redes sociais, os moradores daquela zona lançaram nos últimos dias um “protesto contra a construção de um aviário em Lago”, junto à denominada Poça do Melo, numa “zona protegida por REN [Reserva Ecológica Nacional] e RAN [Reserva Agrícola Nacional]”, nas imediações do rio Homem.
No mesmo alerta, convocam a população para que compareça no dia 20 de janeiro, às 21h00, na sede da Junta de Freguesia para obter explicações, uma vez que já há trabalhos em curso, nomeadamente movimentação de terras e a colocação de dois contentores naquele local.
Fernanda Araújo disse que, a confirmar-se que se trata de um aviário, os moradores “estão cobertos de razão” e que têm “todo o apoio” da parte da Junta de Freguesia. “As únicas conversas que tivemos com o proprietário do terreno foram sobre uma cedência para o alargamento da Avenida da Ribeira. Nunca nos deu a conhecer mais nada”, acrescentou.
A autarca adiantou estar a par do protesto convocado pelos moradores, mas reiterou que a “Junta de Freguesia e a Câmara Municipal não têm qualquer responsabilidade no que está a ser feito”. “Estamos a trabalhar em articulação com o município no sentido de salvaguardar os interesses da população e da freguesia”, concluiu Fernanda Araújo.












