Guimarães vai presidir ao Grupo Temático de Sustentabilidade Urbana do Eixo Atlântico

Eleita por unanimidade, a cidade de Guimarães assumirá durante os próximos quatro anos a liderança do Grupo Temático de Sustentabilidade Urbana do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular, numa decisão tomada no Centro Cultural Vila Flor, durante a apresentação de um relatório que defende a integração da saúde no planeamento urbano.

Guimarães vai assumir, nos próximos quatro anos, a presidência do Grupo Temático de Sustentabilidade Urbana do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular. A eleição, por unanimidade, teve lugar na quinta-feira, no Centro Cultural Vila Flor, durante a reunião daquele grupo e a apresentação pública do relatório intitulado “Planeamento do Espaço Público Urbano para a Melhoria da Saúde Humana e Ambiental”.

Para o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, a escolha constitui “um sinal de confiança e de reconhecimento pelo trabalho do Município na área da sustentabilidade”, reforçando o papel da cidade nas decisões estratégicas para um futuro urbano mais equilibrado.
“É com orgulho e sentido de responsabilidade que assumimos a presidência deste grupo, um dos mais relevantes fóruns de cooperação entre municípios de Portugal e Espanha. São 41 municípios envolvidos e a eleição por unanimidade reforça a credibilidade do percurso que estamos, juntos, a construir”, afirmou.

A coordenação política do grupo ficará a cargo do vereador do Ambiente e Sustentabilidade da autarquia vimaranense, Alberto Martins, que destacou o significado da decisão. “Em ano de Capital Verde Europeia, assumir este grupo temático é motivo de orgulho, mas também de grande responsabilidade. Estou certo de que estaremos à altura do desafio que Guimarães agora abraça”, referiu.

O anúncio foi feito na presença do secretário-geral do Eixo Atlântico, Xoán Vázquez Mao, e de Francesc Cárdenas, diretor técnico de Ciência e Ecologia Urbana da instituição e autor do relatório apresentado. Para Xoán Mao, a eleição de Guimarães representa “um reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo Município”, sublinhando que o Grupo Temático de Sustentabilidade Urbana é “um dos mais dinâmicos” da organização, responsável por executar, no plano operacional, as orientações da Assembleia Geral e propor novas iniciativas estratégicas.

Saúde como critério central no planeamento urbano

A sessão ficou ainda marcada pela divulgação do relatório “Planeamento do Espaço Público Urbano para a Melhoria da Saúde Humana e Ambiental”, que defende uma mudança de paradigma na conceção das cidades. Segundo o documento, a saúde humana deve deixar de ser apenas um efeito avaliado a posteriori, passando a constituir um critério estruturante das políticas urbanísticas.

O estudo alerta para o impacto crescente das alterações climáticas, nomeadamente das ondas de calor, e recomenda a criação de mais espaços verdes e refúgios climáticos, a reorganização da mobilidade urbana para reduzir emissões poluentes, a adaptação às novas diretivas europeias sobre qualidade do ar e a integração do conceito “One Health” (Uma Só Saúde), que reconhece a interdependência entre saúde humana, ecossistemas e qualidade ambiental.

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