O presidente da Câmara de Amares, Emanuel Magalhães, disse esta quinta-feira que a autarquia tem feito “várias démarches” para poder ver todo o concelho classificado como território de baixa densidade e que recebeu, da parte da Associação Nacional de Municípios, a informação de que será criada uma comissão de avaliação do atual mapa nacional.
Durante a reunião de executivo, o autarca salientou que a criação de uma “comissão interdisciplinar” de avaliação da classificação dos territórios, olhando para os concelhos que, tal como Amares, pretendem ver a sua classificação alterada, é uma boa notícia e dá “esperança” de que essa reavaliação possa mesmo acontecer.
“É algo que não resolve para já o problema, mas é um princípio. Todos os esforços são bons”, apontou Emanuel Magalhães, que sublinhou que este é um “assunto antigo” e que “prejudica” o concelho, onde há apenas quatro freguesias classificadas com baixa densidade.
“Em termos de atração de investimento, de desenvolvimento e de competitividade, ficamos claramente a perder. O mesmo acontece no caso das candidaturas [a financiamento], que podem ser beneficiadas e majoradas nos apoios recebidos”, salientou.
No seguimento, o vereador do PS Pedro Costa saudou o trabalho feito pelo município nesse sentido e disse que fará chegar “estas preocupações” aos deputados socialistas eleitos pelo círculo de Braga, no sentido de “tudo fazerem” para ser possível reverter a atual classificação de Amares.
“Penso que será possível fazê-lo, porque é uma situação muito injusta para nós”, vincou.
O concelho de Amares é composto por 16 freguesias, sendo que só quatro são de baixa densidade: Bouro Santa Marta, Goães, União de Freguesias de Caldelas, Sequeiros e Paranhos e União de Freguesias de Vilela, Seramil e Paredes Secas.












