Cabaz alimentar atinge novo máximo histórico e ultrapassa os 254 euros

O preço do cabaz alimentar monitorizado pela DECO Proteste atingiu esta semana o valor mais elevado desde o início da análise, fixando-se nos 254,12 euros, segundo dados divulgados pela organização de defesa do consumidor.

A subida ocorre num contexto marcado por condições meteorológicas adversas registadas recentemente no país e pelo aumento do preço dos combustíveis, fatores que poderão continuar a influenciar os custos ao longo dos próximos meses.

Aumentos face ao ano passado e à semana anterior

De acordo com a DECO Proteste, o cabaz composto por 63 produtos alimentares essenciais custa atualmente mais 12 euros do que no mesmo período do ano passado. Em comparação com a semana anterior, entre 4 e 11 de março, registou-se um aumento de 2,36 euros.

A organização alerta que a tendência de subida poderá manter-se. “Embora os preços dos bens alimentares estejam em rota ascendente desde o início do ano, é possível que possam vir a subir ainda mais nos próximos meses”, refere a entidade, acrescentando que o impacto do aumento dos preços já se começa a fazer sentir nas cadeias de abastecimento.

Produtos com maiores variações

Na última semana, entre os produtos que mais encareceram destacam-se o atum posta em óleo vegetal, com uma subida de 33%, as salsichas de Frankfurt, que aumentaram 20%, e a massa espirais, com uma variação de 12%.

Em termos de evolução desde o início do ano, sobressaem aumentos na curgete (38%), na dourada (28%) e na couve-coração (27%).

Face ao mesmo período do ano anterior, as maiores subidas percentuais verificam-se na curgete (45%), no robalo (41%) e no café torrado moído (33%).

Diferença de mais de 66 euros desde 2022

A análise da DECO Proteste indica ainda que, quando começou a monitorização, a 5 de janeiro de 2022, os mesmos 63 produtos podiam ser adquiridos por menos 66,42 euros, o que representa uma diferença de 35,39%.

Desde essa data, os maiores aumentos percentuais registam-se na carne de novilho para cozer (121%), na couve-coração (87%) e nos ovos (84%), produtos que lideram a subida acumulada ao longo dos últimos anos.

A associação sublinha que continuará a acompanhar a evolução dos preços, alertando para a possibilidade de novas pressões inflacionistas no setor alimentar nas próximas semanas.

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