O Bloco de Esquerda, através do deputado Fabian Figueiredo, questionou o Ministério da Saúde sobre a escassez de médicos na Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) de Vieira do Minho.
De acordo com a informação avançada pelo partido, a unidade dispõe atualmente de apenas quatro médicos para responder a cerca de 14 mil utentes, sendo que uma parte significativa da população continua sem médico de família e enfrenta tempos de espera de vários meses para consulta.
A UCSP integra o ACES Cávado II – Gerês / Cabreira e funciona com uma equipa multiprofissional cuja composição está definida no respetivo plano de ação. No entanto, o Bloco de Esquerda alerta que a atual capacidade está longe de responder às necessidades do território.
O concelho, com mais de 12 mil habitantes e uma área de 216,44 quilómetros quadrados, caracteriza-se pela dispersão geográfica e por uma população envelhecida, fatores que agravam as dificuldades no acesso aos cuidados de saúde. A unidade possui dois polos, localizados em Rossas e Ruivães, mas a reduzida disponibilidade de médicos — dois na sede e dois distribuídos pelos polos — tem gerado preocupação entre autarcas e მოსახლção.
Recentemente, a população local organizou um protesto para exigir o reforço de profissionais de saúde e melhores condições de acesso ao Serviço Nacional de Saúde.
O partido recorda ainda que, em 2024, foi inaugurado um novo centro de saúde no concelho, num investimento a rondar os dois milhões de euros, ocasião em que foram prometidas melhorias no atendimento e intervenções nos polos existentes.
No requerimento enviado ao Governo, o Bloco de Esquerda pretende saber que medidas estão a ser implementadas para reforçar o quadro de profissionais e quando será garantido o acesso universal a médico de família. Questiona igualmente qual o número adequado de médicos, enfermeiros e assistentes operacionais necessário para assegurar uma resposta eficaz à população servida pela unidade.
Para o partido, a atual insuficiência de recursos humanos compromete o acesso equitativo, regular e de qualidade aos cuidados de saúde primários, num território já marcado pelo envelhecimento e isolamento de parte significativa dos seus habitantes.












