A Câmara Municipal de Viana do Castelo investiu mais de sete milhões de euros nos últimos anos na requalificação do património religioso do concelho, numa estratégia que combina a construção de equipamentos de apoio às populações com a valorização da identidade local.
O anúncio foi feito pelo presidente da autarquia, Luís Nobre, durante a cerimónia de bênção da Capela de Repouso de Vila Fria, realizada este domingo. A intervenção contou com um apoio municipal de 61.900 euros e incluiu a demolição, relocalização e reconstrução da capela, bem como a requalificação do espaço envolvente.
Segundo o autarca, este tipo de investimento vai além da componente física dos edifícios. “Não é só o edificado, é também a identidade dos vianenses”, afirmou, sublinhando que estes espaços assumem um papel central na vida comunitária e no respeito pelos que partiram.
A intervenção em Vila Fria insere-se numa estratégia mais ampla que já ultrapassou os cinco milhões de euros aplicados na construção e requalificação de cerca de 15 casas mortuárias em todo o concelho. A este valor somam-se cerca de dois milhões de euros investidos no âmbito do programa Valorizar o Património, destinado à recuperação de igrejas e capelas.
Luís Nobre destacou que a relocalização da capela dentro do cemitério permitiu criar um espaço mais digno e funcional, considerando tratar-se de “um momento significativo” para a freguesia. Também o presidente da junta local, Carlos Silva, sublinhou que o equipamento “está agora no sítio certo”, numa localização mais central e adequada às necessidades da população.
Entre os investimentos de maior dimensão destaca-se a Casa Mortuária Municipal de Viana do Castelo, que representou um custo superior a um milhão de euros, bem como diversas intervenções em freguesias como Amonde, Areosa, Serreleis, Geraz do Lima, Montaria e Subportela.
Paralelamente, o autarca referiu outros investimentos recentes em Vila Fria, nomeadamente ao nível do saneamento, num montante de cerca de 1,2 milhões de euros, que incluem também a recuperação da rede viária.
A autarquia defende que esta política de investimento contribui para a coesão territorial e social, garantindo que todas as freguesias dispõem de infraestruturas qualificadas e adequadas às necessidades das populações.


















