A Câmara de Guimarães formalizou a sua candidatura às “Novas 7 Maravilhas de Portugal 2026”, submetendo propostas nas sete categorias a concurso e destacando a riqueza e diversidade do seu património histórico e contemporâneo.
Na categoria de Arquitetura Militar, o município apresenta a Torre da Alfândega – Aqui Nasceu Portugal, um dos símbolos mais reconhecíveis da afirmação de Guimarães enquanto território fundador da nacionalidade. Já na área da Religião, a candidatura recai sobre a Igreja de Nossa Senhora da Oliveira, enquanto na categoria História surge a Citânia de Briteiros.
Nas Grandes Obras, o destaque vai para o Centro Internacional das Artes José de Guimarães, enquanto o Teleférico da Penha representa o concelho na categoria Século XX. Já no Século XXI, a aposta recai na Academia de Ginástica de Guimarães, sendo a Montanha da Penha a proposta na categoria Turismo.
A estas candidaturas juntam-se ainda, na categoria História, o Paço dos Duques de Bragança e o Museu de Alberto Sampaio, propostas apresentadas pela Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E., reforçando a presença de Guimarães numa área fortemente ligada à memória e identidade nacionais.
Edificado no século XV por Afonso I, Duque de Bragança, o Paço dos Duques é um dos mais emblemáticos monumentos nacionais. Já o Museu de Alberto Sampaio, instalado no antigo conjunto da Colegiada de Santa Maria da Oliveira, destaca-se pelo seu acervo de elevado valor histórico, incluindo Tesouros Nacionais como o Loudel e o presépio em prata dourada oferecidos por D. João I, bem como pela raridade de integrar a única sala de pintura a fresco existente em museus no país.
Entre os principais ícones do concelho continua a destacar-se o Castelo de Guimarães, já distinguido como uma das “7 Maravilhas de Portugal” em 2007, mantendo um papel central na afirmação histórica da cidade.
A iniciativa, que assinala os 20 anos das “7 Maravilhas de Portugal”, devolve aos cidadãos o poder de escolha, constituindo uma oportunidade para valorizar coletivamente o património vimaranense. Com esta candidatura, o município pretende afirmar não apenas o legado de um território fundador, mas também a capacidade contínua de preservar e projetar a sua herança histórica.












