A Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso vai promover, entre os dias 17 e 23 de maio, uma auscultação pública à população sobre a eventual elevação da freguesia da Póvoa de Lanhoso (Nossa Senhora do Amparo) a cidade.
A iniciativa, de caráter consultivo, pretende recolher a opinião dos cidadãos recenseados na freguesia, garantindo um processo participado, transparente e representativo da vontade local.
A votação decorrerá na sede da Junta de Freguesia, nos seguintes horários:
- Segunda a sexta-feira: 10h00 – 12h00 e 14h30 – 22h00
- Sábado e domingo: 10h00 – 22h00
Para participar, os eleitores devem estar recenseados na freguesia e apresentar o Cartão de Cidadão.
A Junta de Freguesia sublinha que esta auscultação “é fundamental para envolver a comunidade na decisão”, apelando à participação de todos os cidadãos.
DIVERGÊNCIAS COM A CÂMARA MUNICIPAL
O processo de eventual elevação a cidade tem gerado divergências entre a Junta de Freguesia e a Câmara Municipal, num contexto de debate político mais amplo.
Num comunicado divulgado em março, o presidente da Junta, Paulo Silva, eleito por uma coligação PSD/CDS, criticou a ausência de um processo de auscultação prévio à população, defendendo que a decisão “afeta diretamente a identidade da terra”.
“Em vez de participação, escolheu-se a imposição. Em vez de diálogo, escolheu-se o afastamento”, afirmou o autarca.
O responsável sublinhou ainda que a Junta tem manifestado reservas quanto à forma como o processo tem sido conduzido, referindo que a iniciativa legislativa em causa “incide exclusivamente sobre o território da freguesia, sem qualquer processo efetivo e transparente de consulta pública”.
CONTESTAÇÃO E MOBILIZAÇÃO
Perante o enquadramento do processo, a Junta decidiu instalar estruturas informativas em vários pontos da freguesia, com a mensagem:
“Antes da nossa freguesia ser cidade, é preciso ouvir a nossa comunidade”.
Segundo o presidente da Junta, a iniciativa visa alertar para a importância da participação democrática em decisões com impacto direto no futuro coletivo.
O autarca conclui que a Junta “não se calará perante tentativas de condicionar a expressão de uma posição legítima”, reforçando a defesa de um processo mais participativo.












