Terras de Bouro avança com primeiros passos para criação de Santa Casa da Misericórdia

O concelho de Terras de Bouro poderá vir a contar, futuramente, com uma Santa Casa da Misericórdia, num processo que se encontra ainda numa fase inicial, descrita pelos promotores como “embrionária”, mas que já começou a dar os primeiros passos formais.

A iniciativa está a ser dinamizada pelo presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro e dos Bombeiros Voluntários locais, Manuel Tibo, em articulação com o padre Fernando Bento e com apoio institucional da União das Misericórdias Portuguesas.

Segundo Manuel Tibo, já decorreu uma reunião no concelho com o presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos, e respetiva equipa técnica, com o objetivo de esclarecer os procedimentos necessários para a constituição de uma futura Misericórdia em Terras de Bouro.

“É um processo embrionário, vai dar os seus passos e certamente tudo o que vamos fazer para constituir uma Santa Casa da Misericórdia em Terras de Bouro irá trazer uma mais-valia no âmbito da ação social e da saúde”, afirmou o autarca.

Constituição de uma irmandade será o primeiro passo

De acordo com Manuel Tibo, a fase inicial do processo passa pela criação de uma irmandade, estrutura considerada essencial para o desenvolvimento institucional da futura Santa Casa da Misericórdia.

“Vamos começar todo esse processo administrativo e depois criar uma irmandade para, entretanto, fundarmos uma Santa Casa da Misericórdia em Terras de Bouro”, explicou.

Apesar de admitir que existem já algumas ideias delineadas para o projeto, o presidente da Câmara considera prematuro avançar com detalhes relacionados com instalações ou modelo de funcionamento, sublinhando que o objetivo passa, nesta fase, por consolidar a base legal e organizativa da futura instituição.

“Ainda não há edifício nem decisões finais. Não queremos fazer propaganda, queremos concretizar”, reforçou.

Caso o processo avance, Terras de Bouro poderá deixar de ser o único concelho do distrito de Braga sem uma Misericórdia, numa mudança que, segundo os promotores, poderá representar um reforço significativo da resposta social e assistencial no território.

Na qualidade de presidente da autarquia, Manuel Tibo garantiu ainda total abertura do município para apoiar o desenvolvimento do projeto.

“Tudo o que acrescente valor a Terras de Bouro e aos terrabourenses terá sempre a porta aberta da Câmara Municipal”, assegurou.

O processo deverá agora avançar com a constituição formal da irmandade e a preparação da documentação necessária para eventual reconhecimento institucional da futura Santa Casa da Misericórdia.

NOTÍCIA EM DESTAQUE NA EDIÇÃO IMPRESSA DE MARÇO DO JORNAL ‘O AMARENSE & CADERNO DE TERRAS DE BOURO

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