A freguesia de São Vicente do Bico viveu este sábado um momento marcante com a inauguração da nova Casa Mortuária “Casa da Paz” e de um monumento de homenagem a São Bento e Santiago, numa cerimónia que reuniu comunidade, autarcas e representantes religiosos.
A sessão contou com a presença do D. José Cordeiro, no encerramento da visita pastoral à paróquia, bem como do presidente da Câmara Municipal de Amares, Emanuel Magalhães, e do antigo autarca Manuel Moreira.
“Um espaço de conforto, silêncio e despedida”
A nova Casa Mortuária, designada “Casa da Paz”, representa um investimento na ordem dos 130 mil euros e surge como um espaço destinado a apoiar as famílias da freguesia em momentos de luto e despedida.
Durante a cerimónia, a presidente da Junta de Freguesia de Bico, Vera Araújo, destacou o significado humano da obra e a importância de proporcionar condições dignas à comunidade.
“É com grande sentido de responsabilidade e profundo respeito pela nossa comunidade que hoje inauguramos a Casa da Paz. Um espaço há muito desejado pela população da nossa freguesia”, afirmou.
A autarca sublinhou que a infraestrutura representa “respeito pela dignidade humana e compromisso com o bem-estar de todos”.
“Esta capela não é apenas um edifício. É um espaço de conforto, de silêncio, de memória e de despedida. Um lugar onde as famílias poderão encontrar alguma serenidade num tempo de dor”, acrescentou.
Vera Araújo aproveitou ainda para agradecer aos anteriores executivos da Junta e da Câmara Municipal, bem como às entidades e beneméritos envolvidos no projeto.
Monumento reforça identidade religiosa da freguesia
Além da Casa Mortuária, foi inaugurado um conjunto escultórico de homenagem a São Bento e Santiago, intitulado “Uma fé, dois caminhos”, concebido pelo escultor Maciel Cardeira.
O monumento teve um custo de 21.500 euros, integralmente suportado pela benemérita local Rosa Almeida, enquanto o arranjo do espaço envolvente representou um investimento de cerca de 20 mil euros.
Segundo os promotores, a obra pretende valorizar a dimensão religiosa e identitária da freguesia, reforçando a ligação histórica da comunidade às suas tradições espirituais.
Emanuel Magalhães destaca continuidade dos projetos
Na sua intervenção, Emanuel Magalhães salientou o simbolismo da inauguração e destacou a importância da continuidade entre diferentes executivos autárquicos para concretizar obras consideradas relevantes para a população.
“A política tem estas coisas bonitas. Uns começam e outros terminam”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Amares.
O autarca lembrou que o projeto teve origem em mandatos anteriores, tanto na Junta de Freguesia como na Câmara Municipal, elogiando o trabalho desenvolvido pelos responsáveis que iniciaram o processo.
“Estamos cá precisamente para fazer aquilo que é necessário fazer, que é a inauguração de uma casa que queremos que dê dignidade àqueles que nós amamos, aos nossos entes queridos”, referiu.
Emanuel Magalhães agradeceu ainda a todos os que contribuíram para tornar possível a concretização da obra.
Comunidade juntou-se num momento de união
A cerimónia reuniu habitantes da freguesia, membros da comunidade paroquial e representantes institucionais, num momento considerado simbólico para São Vicente do Bico.
A concretização da Casa da Paz e do monumento religioso é vista como um reforço das infraestruturas sociais e espirituais da freguesia, contribuindo igualmente para preservar a memória, a identidade e o património comunitário local.




























































































