O maestro Martim Sousa Tavares dirige, no próximo dia 30 de maio, às 21h30, a Orquestra do Algarve em mais uma sessão do ciclo Contraponto, no Theatro Circo, em Braga, num concerto marcado pela estreia nacional de obras de dois dos mais reconhecidos compositores contemporâneos.
O programa inclui a interpretação de Become River, de John Luther Adams, e de Águas da Amazónia, de Philip Glass, peças nunca antes apresentadas em Portugal.
Com direção e apresentação de Martim Sousa Tavares, o concerto propõe uma ligação entre música e natureza, transformando simbolicamente a orquestra “na forma de um rio”.
De John Luther Adams, compositor e ecologista distinguido com o Prémio Pulitzer, será apresentada Become River, obra integrada na trilogia Become, composta também por Become Ocean e Become Desert. O compositor é conhecido pela forma como cruza a música com os elementos naturais e ambientais.
Já de Philip Glass, referência maior do minimalismo, a Orquestra do Algarve interpretará Águas da Amazónia. Os primeiros oito andamentos representam diferentes rios da floresta amazónica, enquanto o último é dedicado ao rio Amazonas, descrito como “gloriosa fonte de vida no planeta”.
Segundo Martim Sousa Tavares, “este é um concerto em que, através da beleza da música, pretendemos sinalizar também a beleza dos rios e o delicado mas fundamental equilíbrio que importa procurar na nossa relação com a natureza”.
O Contraponto é um ciclo dedicado à música dos séculos XX e XXI, através do qual o Theatro Circo convida ensembles e compositores nacionais e internacionais a explorar novas linguagens e formas de criação musical.
Os bilhetes para o concerto estão disponíveis por 12 euros, com preço reduzido de 6 euros para portadores do cartão Pentágono, na bilheteira do Theatro Circo, nos locais habituais e online.












