Feira Afonsina leva Guimarães ao século XII e celebra raízes da nacionalidade portuguesa

A cidade de Guimarães acolhe até domingo a XIV edição da Feira Afonsina, um evento que transporta o Centro Histórico e a Colina Sagrada para o século XII, num regresso às origens da nacionalidade portuguesa e à época de afirmação de D. Afonso Henriques.

Subordinada ao tema “A Afirmação do Infante”, a edição deste ano recria os acontecimentos de 1126, período considerado determinante no percurso político do primeiro rei de Portugal e etapa fundamental na construção do futuro reino, numa antecâmara das comemorações dos 900 anos da Batalha de São Mamede.

A abertura oficial do certame contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, que, acompanhado pela vereação, percorreu as várias áreas do evento, incluindo espaços de recriação histórica, zonas de mercadores, áreas de gastronomia e pontos de animação cultural.

Durante a visita, o autarca destacou o simbolismo desta edição no contexto da aproximação às comemorações dos 900 anos da Batalha de São Mamede, sublinhando a importância de Guimarães na preservação da memória histórica nacional. “Estamos a voltar às origens, a 1126, data em que Afonso Henriques iniciou esta epopeia”, referiu.

Para Ricardo Araújo, a Feira Afonsina ultrapassa a dimensão de simples recriação histórica, afirmando-se como uma celebração da identidade coletiva e do legado cultural vimaranense. O presidente da autarquia destacou ainda a participação ativa da comunidade, considerando que são os participantes e visitantes que dão vida ao evento e à sua autenticidade.

O autarca deixou igualmente um convite à participação de residentes e visitantes, sublinhando a experiência imersiva proporcionada pela iniciativa. “Quem passar pela Colina Sagrada e pelo Centro Histórico vai encontrar a alma de Guimarães e as raízes da nossa identidade”, afirmou.

Ao longo de quatro dias, a Feira Afonsina transforma Guimarães num palco vivo da História, reunindo centenas de participantes em recriações históricas, cortejos, espetáculos, mercadores, artes e ofícios e gastronomia temática.

O evento reforça a ligação da cidade ao seu passado fundador e volta a afirmar Guimarães como berço da nacionalidade portuguesa e espaço privilegiado de celebração da memória e da cultura.

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