Os deputados eleitos pelo círculo de Braga concluíram um conjunto de visitas de trabalho às Unidades Locais de Saúde (ULS) do Alto Ave e do Médio Ave, com o objetivo de acompanhar a evolução dos serviços, reunir com administrações hospitalares e ouvir profissionais de saúde no terreno.
As reuniões com os Conselhos de Administração permitiram, segundo os parlamentares, conhecer uma realidade “frequentemente distante da imagem de colapso” do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que domina parte do debate público.
De acordo com os dados apresentados pelas instituições, ambas as ULS registam uma elevada capacidade de resposta, forte volume de atividade assistencial, cobertura praticamente total de médico de família e investimentos significativos em infraestruturas, equipamentos e recursos humanos.
Na ULS do Médio Ave, foram realizados em 2025 mais de 3,4 milhões de contactos assistenciais, incluindo 858.158 consultas nos cuidados de saúde primários, 214.932 consultas hospitalares, 107.354 episódios de urgência, cerca de 68 mil visitas domiciliárias e 8.628 cirurgias.
Já a ULS do Alto Ave destacou a redução dos tempos de espera, o cumprimento dos tempos máximos de resposta cirúrgica e a integração dos cuidados de saúde, sublinhando ainda a cobertura quase universal de médico de família na região.
Os deputados deram particular enfoque à área da saúde materna e infantil, considerando-a um indicador relevante da capacidade de resposta do sistema. Na ULS do Médio Ave realizaram-se 1.232 partos em 2025, com crescimento da atividade obstétrica, sendo assegurado o funcionamento contínuo da urgência de obstetrícia, 24 horas por dia, sete dias por semana.
Também no Alto Ave está em curso a modernização das infraestruturas, incluindo a conclusão de uma nova área de obstetrícia, com o objetivo de reforçar a segurança e a qualidade dos cuidados prestados a grávidas e recém-nascidos.
As visitas permitiram ainda verificar investimentos em curso na atração de profissionais de saúde, recuperação da atividade cirúrgica, modernização tecnológica e reforço de valências como saúde mental, pediatria, cuidados de ambulatório e proximidade.
Apesar dos resultados apresentados, os deputados reconhecem a existência de desafios persistentes, nomeadamente nos cuidados continuados, nos doentes sociais e na necessidade de reforço de recursos humanos.
Ainda assim, defendem que os indicadores recolhidos no terreno demonstram uma realidade mais positiva do que aquela que, por vezes, é transmitida publicamente.
“O SNS enfrenta dificuldades que não devem ser ignoradas, mas também não podemos ignorar os resultados alcançados. Há instituições a responder bem, profissionais altamente dedicados e uma evolução positiva dos indicadores”, referem.
Os parlamentares sublinham ainda que o debate sobre a saúde deve assentar em dados concretos, defendendo que os números globais evidenciam “milhões de atos realizados, elevada cobertura de médico de família, urgências obstétricas em funcionamento permanente e investimentos estruturantes” no sistema público de saúde.






















