O Programa Municipal de Apoio aos Cuidadores Informais (PMACI), promovido pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, já acompanhou 129 cuidadores informais e proporcionou 1.186 horas e 30 minutos de descanso, desde a sua implementação, há menos de dois anos.
Desenvolvido em parceria com a Unidade Local de Saúde do Alto Minho, o Instituto da Segurança Social e diversas Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), o programa pretende reduzir a sobrecarga física e emocional dos cuidadores e melhorar a sua qualidade de vida.
Segundo o município, desde julho de 2024 foram referenciados 129 cuidadores, maioritariamente mulheres (113), com uma média de idades de 58 anos. A avaliação efetuada indica uma redução do nível médio de sobrecarga de 50,7 para 31,6 pontos, passando de um nível considerado grave para moderado.
Entre as principais medidas destaca-se a Bolsa de Horas, que permite aos cuidadores usufruírem de períodos de descanso, através de apoio domiciliário ou do internamento temporário da pessoa dependente. Até ao momento, foram atribuídas 1.186 horas e 30 minutos a 26 cuidadores, das quais mais de mil horas corresponderam a internamentos da pessoa cuidada.
O programa assegurou ainda acompanhamento psicológico a 43 cuidadores, incluindo oito em processo de luto, tendo sido realizadas 234 consultas e um total de 787 diligências, entre visitas domiciliárias, atendimentos e consultas.
O PMACI disponibiliza igualmente um gabinete de apoio e uma linha telefónica permanente, acessível 24 horas por dia, bem como ações de capacitação dirigidas a cuidadores e profissionais. Até ao momento, foram promovidas 24 sessões de formação, que envolveram 487 participantes.
A Câmara de Viana do Castelo sublinha que o programa assenta numa intervenção multidisciplinar e personalizada, envolvendo psicólogos, assistente social, enfermeira e apoio administrativo, e é desenvolvido em articulação com juntas de freguesia, IPSS, Segurança Social e Unidade Local de Saúde do Alto Minho.
Segundo a autarquia, esta estratégia pretende responder aos desafios colocados pelo envelhecimento da população e reforçar o apoio aos cuidadores informais residentes no concelho, independentemente de beneficiarem ou não do Estatuto do Cuidador Informal.












