Os setores da Agricultura e das Pescas já declararam mais de 449 milhões de euros em prejuízos causados pelo mau tempo, segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura. Até ao final da semana, foram entregues às Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) um total de 8.147 pedidos de apoio.
A região Centro concentrou a maior fatia das perdas, com 2.945 candidaturas e um prejuízo declarado de 184 milhões de euros, abrangendo as áreas da Beira Baixa, Beiras e Serra da Estrela, Aveiro, Coimbra, Leiria e Viseu Dão Lafões. Em Lisboa e Vale do Tejo, foram registadas 1.597 candidaturas, correspondendo a 141,6 milhões de euros de prejuízos. O Alentejo apresentou 642 candidaturas e 75,8 milhões de euros de perdas, enquanto o Norte contabilizou 2.918 pedidos de apoio e 42,2 milhões de euros de prejuízos. O Algarve registou 45 candidaturas, num total de 5,5 milhões de euros.
O mau tempo, provocado pelas depressões Kristin, Leonardo e Marta, fez também 18 vítimas mortais em Portugal, seis delas no concelho de Leiria, e provocou centenas de feridos e desalojados.
Para a agricultura, os apoios visam repor o potencial produtivo, cobrindo estragos em explorações e culturas. No setor das pescas, os auxílios destinam-se a compensar os pescadores pelos dias em que não puderam sair para o mar.
Além dos prejuízos económicos, as tempestades causaram destruição parcial ou total de casas, empresas e equipamentos, queda de árvores e estruturas, inundações, fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, bem como cortes de energia, água e comunicações.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas pelo temporal. A situação de calamidade, que abrangia os 68 concelhos mais atingidos, terminou no dia 15 de fevereiro, e os níveis do rio Tejo já permitem o regresso faseado das populações evacuadas em Santarém.












