Mais de 80 concelhos do interior norte, centro e Algarve mantêm-se esta terça-feira em risco máximo de incêndio rural, de acordo com informações do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Os distritos de Vila Real, Bragança, Guarda, Coimbra, Santarém, Castelo Branco, Portalegre e Faro são os mais afetados, com vários concelhos colocados no nível mais grave da escala de perigo.
O IPMA colocou ainda diversas localidades destas regiões em risco muito elevado de incêndio. No entanto, a previsão para os próximos dias aponta para uma diminuição gradual do perigo.
O sistema de classificação do risco de incêndio do IPMA inclui cinco níveis — do reduzido ao máximo —, sendo este último acionado quando fatores como temperaturas muito altas e baixos valores de humidade criam condições particularmente favoráveis ao aparecimento e à rápida propagação de fogos.
Desde julho, Portugal continental tem sido assolado por inúmeros incêndios rurais, sobretudo no Norte e Centro, em contexto de calor intenso que levou o Governo a declarar a situação de alerta a partir de 2 de agosto.
No domingo, a ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, anunciou que esta situação de alerta se manteria até às 24h00 de terça-feira, face ao agravamento do risco.
Os incêndios já provocaram duas vítimas mortais — incluindo um bombeiro —, vários feridos (a maioria ligeiros) e danos significativos, com habitações destruídas ou afetadas, além de prejuízos em explorações agrícolas, pecuárias e vastas áreas de floresta.
Segundo dados provisórios oficiais, até 19 de agosto já arderam 201.419 hectares em território nacional, ultrapassando a área total que tinha sido consumida pelo fogo em todo o ano de 2024.












