Amares. Álvaro Silva fala em “dia negro” para a democracia após chumbo da transmissão das Assembleias Municipais

O vereador do movimento Renascer Amares, Álvaro Silva, criticou este sábado o chumbo da transmissão online das Assembleias Municipais, decidida na noite anterior, considerando que este é “um dos dias mais negros da democracia local em Amares”.

Em comunicado, Álvaro Silva acusa o PSD de ter “medo da transparência, medo do escrutínio, medo dos amarenses” por ter rejeitado a proposta, considerando que as razões apresentadas pela bancada social-democrata serviram apenas “para justificar o injustificável”.

“O que o PSD não consegue é olhar os amarenses nos olhos e explicar as suas opções. O que o PSD não quer é que as pessoas vejam, ouçam e julguem”, critica o vereador, para quem “o que aconteceu foi simples e grave: o PPD/PSD virou costas aos cidadãos de Amares”.

“Se não querem transparência, assumam-no. Se não querem escrutínio, digam-no claramente. Mas não se escondam atrás de falsos argumentos legais para justificar aquilo que é apenas falta de coragem política”, acrescenta.

Álvaro Silva garante que “este mandato não será como os anteriores, acabou o tempo da impunidade política e acabou o tempo das decisões sem explicações”.

“O Renascer Amares estará aqui, sempre, como voz incómoda, como voz vigilante, como voz da transparência. Dissemos desde o primeiro dia e repetimos hoje: a nossa bandeira é a transparência. Não para alguns. Não para poucos. Mas para todos os amarenses. Nascemos para incomodar quem se habituou a governar sem prestar contas. E não nos calaremos — mesmo quando isso custa, mesmo quando dói”, conclui o vereador.

Na sexta-feira à noite, a Assembleia Municipal de Amares chumbou, com 19 votos contra, 16 a favor e uma abstenção, a possibilidade de as sessões do órgão deliberativo poderem ser gravadas em vídeo e transmitidas online. O PSD e a maioria dos presidentes de Junta votaram contra, enquanto PS, Renascer Amares, Amar e Servir Amares e Chega votaram a favor.

Na discussão do ponto, Mário Paula anunciou o voto contra do PSD, o que justificou com razões jurídicas e financeiras. “Esta proposta exige, no nosso entendimento, uma análise particularmente cuidadosa do ponto de vista jurídico e financeiro”, apontou.

Mário Paula afirmou ser necessário ter um “enquadramento legal quanto à aplicação prática” desta decisão, devido a “questões relevantes nos domínios da voz, imagem e da proteção de dados”, tendo também salientado que “qualquer novo encargo deve ser previamente avaliado, quantificado e justificado de forma rigorosa”.

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