O vereador do movimento independente Renascer Amares, Álvaro Silva, pediu esta quinta-feira acesso a um conjunto de “indicadores de desempenho” associados ao Museu da Herança Rural, inaugurado em dezembro do ano passado, na aldeia do Urjal, em Seramil, defendendo que o município tem de monitorizar estes espaços.
No período de antes da ordem do dia da reunião de executivo, Álvaro Silva disse que em causa esteve um investimento de “mais de 200 mil euros” feito no anterior mandato e que deve ser “absolutamente normal e obrigatório” que seja feita a monitorização deste tipo de equipamento público, nomeadamente junto da União de Freguesias de Vilela, Seramil e Paredes Secas.
Entre os “indicadores de desempenho”, o vereador do Renascer Amares pediu acesso às receitas geradas, ao número de visitantes, à taxa de utilização do espaço e ao envolvimento da comunidade relativamente àquele projeto. “Esta monitorização não deve ser entendida como ato de desconfiança, mas uma prática fundamental de boa gestão pública”, salientou Álvaro Silva.
Na resposta, o presidente da Câmara, Emanuel Magalhães (PSD), assegurou que iria pedir “informação objetiva” sobre esse assunto e comprometeu-se a partilhá-la na próxima reunião de executivo.
O tema mereceu também um comentário do vereador do movimento Amar e Servir Amares, Rui Tomada, ex-presidente da União de Freguesias de Vilela, Seramil e Paredes Secas, que disse que “não passou um cêntimo pela Junta de Freguesia para a compra do imóvel e para a construção do museu”, tendo sido uma “obra da total responsabilidade do município”.
“A única despesa gerada pela Junta, de 500 euros, foi a aquisição de um tear exposto no museu”, salientou Rui Tomada, para quem esta obra representou “dinheiro bem aplicado e mais do que justificado”.
“Tenho muita pena que olhem para o norte do concelho de uma forma que me entristece. No caso do Urjal, desde que se faz a Urjalândia, vejam o investimento 100% privado que tem sido realizado. Isso é algo que nunca é falado”, apontou, sublinhando que o Museu da Herança Rural “vai ser extremamente rentável e estruturante para os jovens daquele território”.
“Há outros elefantes brancos no concelho, não é propriamente na União de Freguesias de Vilela, Seramil e Paredes Secas”, concluiu Rui Tomada.












