Amares. “Azenha do Lino” transforma antiga azenha abandonada num refúgio junto ao Rio Cávado em Goães

Nas margens do Rio Cávado, na freguesia de Goães, nasceu um espaço singular que combina natureza, património e lazer. A “Azenha do Lino”, projeto desenvolvido por Lino Maia, transformou uma antiga azenha abandonada num pequeno paraíso verde, com ilha fluvial, zonas de convívio, um chalet totalmente equipado e um moinho em fase de recuperação.

O espaço resulta de mais de duas décadas de dedicação de um homem que, após uma vida ligada à construção civil, decidiu investir o seu tempo na valorização de um local que conhecia desde a infância.

“Estava tudo completamente abandonado e coberto de silvas. Ninguém via sequer a azenha. Só eu sabia que ela existia porque nasci aqui e andava muitas vezes por estes campos”, recorda Lino Maia, em declarações ao jornal O Amarense.

A aquisição da antiga azenha aconteceu há cerca de 25 anos, após entendimento com os herdeiros da propriedade. Desde então, o espaço foi sendo recuperado gradualmente, num processo marcado pelo gosto pela natureza e pela forte ligação afetiva ao local.

“Gosto muito disto. Perco aqui muito do meu tempo. Para mim, isto é um paraíso”, afirma.

INFRAESTRUTURAS PARA CONVÍVIOS 

Situada num recanto conhecido localmente como “Balo”, a propriedade beneficia de uma localização privilegiada junto ao rio, dispondo de uma pequena ilha e de uma ampla área de lazer. Apesar da atratividade da zona balnear, o proprietário faz questão de sublinhar que o local não está preparado como praia fluvial concessionada, sendo antes um espaço de usufruto responsável da natureza.

Além da vertente paisagística, a “Azenha do Lino” disponibiliza infraestruturas para convívios e encontros de grupos, incluindo cozinha equipada, churrasqueira e um chalet preparado para estadias de curta duração.

“Quem quiser alugar para passar aqui um ou mais dias tem tudo equipado. O objetivo é proporcionar um espaço tranquilo para convívio e contacto com a natureza”, explica.

Atualmente reformado, Lino Maia continua a investir na melhoria do espaço e já traça novos objetivos para o futuro. Entre eles está a recuperação integral do moinho, permitindo retomar uma atividade que marcou durante séculos a vida das populações ribeirinhas.

“O meu grande projeto é colocar o moinho a funcionar. O forno já está feito e já temos broa do nosso milho. Se tudo correr bem, para o ano a azenha voltará a moer farinha”, revela.

Mais do que um investimento privado, a “Azenha do Lino” assume-se como um exemplo de recuperação do património rural e de valorização dos recursos naturais do concelho de Amares, preservando memórias e criando novas formas de usufruir de um dos mais belos recantos do Rio Cávado.

Aluguer para convívios: 934377696

[email protected] 

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