O preço do cabaz alimentar monitorizado pela DECO PROteste registou na última semana uma ligeira descida de 1,58 euros, o equivalente a 0,61%, fixando-se agora nos 258,83 euros. Ainda assim, trata-se de um dos valores mais elevados dos últimos quatro anos, mantendo a pressão sobre o orçamento das famílias.
Apesar da descida global, alguns produtos essenciais continuam a registar aumentos significativos. A pescada fresca foi o produto que mais encareceu na última semana, com uma subida de 1,65 euros por quilo, o que representa um aumento de 16%, passando a custar 11,94 euros por quilo.
Segundo a DECO PROteste, o cabaz alimentar — composto por 63 bens essenciais — mantém uma tendência de subida desde o início do ano, tendo aumentado 17 euros (mais 7,03%). Face a janeiro de 2022, o mesmo conjunto de produtos custa hoje mais 71,13 euros, o que representa um agravamento de 37,9%.
O peixe destaca-se como uma das categorias mais pressionadas, com aumentos médios de 14,14% desde o início do ano. Entre os produtos com maiores variações estão o peixe-espada-preto, a dourada, a perca e o robalo, com subidas entre 21% e 31%.
A organização de defesa do consumidor alerta ainda para o risco de novas subidas nos próximos meses, caso se mantenham os efeitos da instabilidade geopolítica internacional, nomeadamente no Médio Oriente, que tem impacto direto nos custos de energia, combustíveis e cadeias de abastecimento.
A DECO PROteste recorda que o acompanhamento semanal do cabaz alimentar resulta da análise dos preços recolhidos em supermercados com loja online, permitindo calcular a evolução do custo médio dos bens essenciais ao longo do tempo.












