O preço do cabaz alimentar monitorizado pela DECO PROteste registou uma ligeira descida de 87 cêntimos face à semana anterior, fixando-se numa redução residual que não altera a tendência global de aumento verificada nos últimos meses.
Apesar desta pequena descida semanal, o cabaz de 63 produtos alimentares essenciais apresenta uma subida de quase 15 euros desde o início do ano, refletindo a persistência da pressão inflacionista sobre os bens alimentares.
Em termos de evolução de médio prazo, os dados mais recentes indicam ainda que, desde o início da guerra na Ucrânia, o cabaz alimentar encareceu 73,18 euros, o que representa um aumento acumulado próximo de 40%.
Segundo a DECO PROteste, entre os produtos que mais contribuíram para as variações de preço recentes destacam-se a pescada fresca, o pão de forma sem côdea, a carcaça tradicional e o fiambre de perna extra fatiado, que têm registado oscilações regulares no mercado.
No acumulado desde o início do ano, o peixe mantém-se entre as categorias mais pressionadas, com especial destaque para espécies como a dourada, o peixe-espada-preto, a perca do Nilo e o robalo, que continuam a apresentar aumentos consistentes.
Apesar das variações semanais entre produtos, a análise da DECO PROteste evidencia que o comportamento dos preços no retalho alimentar continua instável, com diferenças que variam consoante os estabelecimentos comerciais e até entre bancas de mercado.
A evolução do cabaz alimentar continua a ser acompanhada de perto por consumidores e associações, num contexto em que o orçamento das famílias permanece pressionado pela subida acumulada dos preços dos bens essenciais.












