Carreço acolhe Festival ‘Raízes de África’ para celebrar cultura e diáspora africana

A freguesia de Carreço, no concelho de Viana do Castelo, recebe entre os dias 4 e 7 de junho o Festival Raízes de África, uma iniciativa dedicada à valorização das culturas africanas e afrodescendentes através de um programa diversificado que cruza tradição, contemporaneidade e interculturalidade.

O evento decorre nas instalações da Sociedade de Instrução e Recreio de Carreço, entre as 15h00 e as 19h00, com entrada gratuita, embora algumas das atividades previstas exijam inscrição prévia.

Com uma forte componente educativa e participativa, o festival pretende promover o conhecimento e a valorização das expressões culturais da diáspora africana, proporcionando experiências dirigidas a diferentes públicos e faixas etárias.

Ao longo dos quatro dias, o programa inclui oficinas para adultos, crianças e famílias, bem como formações intensivas em diversas áreas artísticas. Entre as propostas destacam-se as danças tradicionais e contemporâneas de influência africana, afro-caribenha e moçambicana, o flamenco de raiz e sessões de percussão de djembé da África Ocidental.

A programação contempla ainda sessões de cinema ao ar livre, performances artísticas, momentos de animação musical com DJ’s e diversas atividades de interação comunitária.

Um dos pontos altos do festival será o concerto do grupo Afro-Galaico Perfusión, estando igualmente prevista uma homenagem à bailarina Eva Azevedo, numa distinção que reconhece o seu percurso e contributo para a divulgação das artes performativas.

A iniciativa resulta de uma parceria entre várias entidades culturais e institucionais, entre as quais a Câmara Municipal de Viana do Castelo, a Junta de Freguesia de Carreço, a Sociedade de Instrução e Recreio de Carreço, o AO_Norte Cineclube, o coletivo Cultivo e o Albergue Casa do Sardão.

Com esta proposta cultural, o Festival Raízes de África pretende afirmar Carreço como um espaço de encontro entre culturas, promovendo a diversidade, o diálogo intercultural e a valorização das heranças africanas presentes na sociedade contemporânea.

Durante quatro dias, a freguesia será palco de partilha, aprendizagem e celebração, reforçando o papel da cultura como instrumento de inclusão e aproximação entre comunidades.

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