CDU quer Câmara de Braga a repor com rapidez legalidade no plano para as Sete Fontes

A CDU lamenta que os procedimentos seguidos na aprovação do Plano de Urbanização das Sete Fontes tenham aberto a possibilidade de este ser colocado em causa. Mais ainda lamentamos que esta possibilidade tenha sido utilizada para tentar criar obstáculos à sua concretização.

A CDU quer que a Câmara de Braga avance de forma “célere” com os procedimentos necessários a sanar as ilegalidades detetadas no Plano de Urbanização do Parque Eco-Monumental das Sete Fontes e manifesta o seu “compromisso firme” com a construção deste “projeto imprescindível” para a cidade.

A posição da CDU, a ser apresentada na reunião de Executivo da próxima segunda-feira, surge após ser conhecida sentença do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, que anula o atual plano.

Em comunicado, a coligação PCP/PEV afirma que se “impõe” que se avance para “a concretização de um projeto para a área cultural (o parque propriamente dito).

“Seria inaceitável ver as zonas urbanizadas do Plano de Urbanização a serem construídas e o Parque continuar para trás”, sublinha, assinalando que “a maioria municipal liderada pelo PSD não tenha conseguido, ao fim de 12 anos, tornar realidade o Parque das Sete Fontes”.

MAR DE CIMENTO

“As opções da maioria PSD-CDS-PPM, e em grande medida as tomadas pelas décadas de gestão PS, levaram a que Braga continue sem um espaço verde de grandes dimensões que sirva a sua população, de forma condizente com o estatuto da cidade no panorama nacional”, reconhece a CDU.

“Aliás, não fosse a luta dos bracarenses, e a declaração como Monumento Nacional, e hoje a perspetiva do Parque Eco-Monumental seria apenas uma miragem submersa em mais um mar de cimento”, afirma.

O comunicado frisa, que Braga precisa com “urgência de várias zonas verdes com estas características, articuladas com uma rede qualificada de espaços verdes e zonas de lazer de média e pequena dimensão de fácil acesso para os munícipes”.

“O modo como se tem dado a expansão urbanística na cidade e no município tem acumulado constrangimentos quanto à concretização de tão importantes e necessárias estruturas para a qualidade de vida dos bracarenses. E este tem sido, ao longo de décadas, um problema fundamentalmente de opção política”, remata o comunicado.

[email protected]

ÚLTIMAS NOTÍCIAS