Amares. Centro Social de Lago suspende unidade de cuidados integrados e procura novas linhas de financiamento

O Centro Social e Paroquial de Lago, em Amares, decidiu suspender a execução da Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI) Nossa Senhora das Dores, um investimento global de cerca de oito milhões de euros, que tinha financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) em cerca de 50%, por não ser possível cumprir os prazos definidos.

A informação foi confirmada ao jornal “O Amarense” pelo presidente da instituição, padre Nuno Oliveira, que disse que o Centro Social tomou uma “decisão muito difícil, mas necessária” atendendo a que a execução da obra teria de estar concluída até 31 de agosto, que é o prazo final do PRR.

“Percebemos que não seria possível e que a única solução era suspender o projeto. Isso não significa, contudo, que tenha ficado esquecido ou que já não vai avançar. Estamos em diálogo com o Governo e com a Câmara de Amares no sentido de encontrar novas formas de financiamento”, explicou Nuno Oliveira.

O presidente do Centro Social e Paroquial de Lago lembrou que a nova unidade prevê a criação de 100 camas, distribuídas por várias valências, assumindo-se como um equipamento “muito importante” no contexto regional e nacional.

“Sabemos que há uma urgência neste tipo de resposta e, por isso, queremos muito concretizá-lo. Que fique claro: não desistiremos deste projeto, não o colocamos na gaveta”, garantiu Nuno Oliveira.

CÂMARA ACOMPANHA

Na reunião de câmara desta quinta-feira, o assunto foi abordado pelo vereador do Renascer Amares, Álvaro Silva, que pediu um ponto de situação sobre a obra, que considerou como “estruturante” e disse ter “benefícios significativos” para o concelho.

Na resposta, o presidente da autarquia, Emanuel Magalhães, confirmou ter informação do Centro Social de Lago de que a obra não avançaria nesta fase, mas escusou-se a adiantar outros pormenores, por se tratar de um projeto da instituição.

O autarca garantiu que o município está “disponível para ajudar” e para “assumir as suas responsabilidades” para que o projeto seja executado. “Nunca deixamos de fazer o nosso trabalho político”, assegurou Emanuel Magalhães.

Álvaro Silva pediu um acompanhamento próximo da parte da Câmara de Amares para que a unidade de cuidados possa realmente ser uma realidade, algo que foi também sublinhado pelos vereadores Pedro Costa (PS) e Rui Tomada (Amar e Servir Amares).

O projeto prevê a criação de uma unidade de longa duração e manutenção, uma unidade de média duração e reabilitação, uma unidade de convalescença e uma unidade de cuidados paliativos, com capacidade para acolher 100 utentes.

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