Crianças descobrem arte da filigrana em visita ao Polo do CINDOR na Póvoa de Lanhoso

Um grupo de crianças participou, no passado dia 8 de abril de 2026, numa visita ao Centro de Competências da Filigrana – CINDOR, na Póvoa de Lanhoso, no âmbito do Programa de Ocupação de Tempos Livres (OTL) “Clube Mágico”, promovido pelo Município em articulação com a rede de parceiros locais.

A atividade envolveu crianças entre os 6 e os 12 anos, que foram organizadas em dois grupos, de forma a garantir um acompanhamento mais próximo e uma melhor dinamização pedagógica das experiências realizadas ao longo da visita.

O programa teve início com atividades de expressão plástica, incluindo pinturas a aguarela e trabalhos inspirados na arte da filigrana, permitindo um primeiro contacto criativo com os elementos associados a esta tradição artesanal.

Durante a visita às instalações do polo do CINDOR, as crianças tiveram oportunidade de conhecer o funcionamento de diversos equipamentos técnicos e assistir a um vídeo explicativo sobre a história e o processo de produção da filigrana na Póvoa de Lanhoso. Neste momento, destacou-se o interesse demonstrado pelos participantes na identificação de ferramentas como o laminador e o maçarico.

A componente prática assumiu especial relevância, com a experimentação de técnicas tradicionais da filigrana, incluindo a execução de elementos básicos como “esses” e rodilhões. As crianças participaram ainda em exercícios de cunhagem e transformação de metal, gravando letras em pequenas chapas que foram posteriormente convertidas em anéis ajustáveis, com recurso a ferramentas específicas como adastras e martelo.

O workshop incluiu também a produção de pequenas cornucópias, contribuindo para o contacto direto com o vocabulário técnico e as formas características desta arte manual.

Ao longo da atividade, foi evidente o elevado nível de envolvimento e entusiasmo das crianças, destacando-se a curiosidade, participação ativa e capacidade de adaptação às tarefas propostas.

A iniciativa pretendeu promover o contacto precoce com o património artesanal local, contribuindo para a valorização da filigrana junto das camadas mais jovens e reforçando a importância da sua preservação e transmissão às novas gerações.

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