Os deputados do Partido Socialista eleitos pelo círculo de Braga reuniram-se esta semana com autarcas de Póvoa de Lanhoso, Amares e Terras de Bouro, no âmbito de um conjunto de encontros de proximidade destinados a avaliar projetos estruturantes e identificar constrangimentos locais.
As reuniões centraram-se em áreas como mobilidade, saúde, ambiente e habitação, com especial enfoque na execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Segundo os deputados, o objetivo passa por monitorizar a aplicação dos fundos europeus no terreno e evitar atrasos que possam comprometer investimentos essenciais.
Na Póvoa de Lanhoso, foi destacado o avanço da Estratégia Local de Habitação, com a construção de novos fogos, bem como o reforço de serviços públicos, incluindo a futura Loja do Cidadão. Ao nível da mobilidade, está em fase final de estudo ambiental a nova via circular urbana, considerada fundamental para desviar o trânsito pesado do centro.
Ainda neste concelho, os autarcas alertaram para a baixa cobertura de saneamento, atualmente em cerca de 53%, estando em estudo soluções estruturais para alargar a rede.
Em Amares, os responsáveis municipais apontaram dificuldades no acesso a financiamento comunitário, devido à não classificação do território como de baixa densidade — situação que penaliza projetos locais face a outros concelhos com apoios mais elevados. Foram também identificados investimentos em curso no âmbito do PRR, como requalificação de escolas, melhorias no centro de saúde e projetos de habitação, num total próximo dos 10 milhões de euros.
Já em Terras de Bouro, os projetos apresentados incluem a expansão de unidades de saúde, a criação de uma área empresarial, intervenções no setor da habitação e melhorias na mobilidade, com destaque para a requalificação da EN307, ligação ao Gerês. O município prevê ainda investimentos superiores a 12 milhões de euros no saneamento, embora condicionados pela falta de financiamento.
Os autarcas destacaram também os entraves legais e ambientais, nomeadamente devido à integração do território em áreas protegidas como o Parque Nacional da Peneda-Gerês, bem como restrições associadas à Reserva Agrícola Nacional e a planos especiais.
Em todas as reuniões foram apontadas dificuldades comuns, como a complexidade dos processos administrativos, os prazos de licenciamento, o aumento dos custos das empreitadas e a limitação da capacidade técnica e financeira dos municípios.
Os deputados socialistas consideraram positivo o balanço dos encontros e reiteraram o compromisso de acompanhar estas matérias junto do Governo, defendendo a necessidade de simplificar procedimentos, agilizar o acesso a fundos comunitários e reforçar os meios disponíveis para a execução de projetos estruturantes nos territórios.















