OPINIÃO -
Detesto política! Mas, é necessária mais intervenção do cidadão

Detesto política, é frequente ouvir diversas vezes quando colocamos à população opinião sobre política à generalidade da população.

O termo política tem origem grega e significa aquilo que é publico, da sociedade. Hoje em dia política têm um vasto juízo, largamente entendido na sociedade como uma atividade associada ao governo, as autarquias, as instituições, ou seja, tudo o que é do Estado. Esta definição não engloba toda a amplitude da palavra política, o que induz a construir um pensamento falacioso. Esse engano, leva a acreditar que a política é controlada por uma elite, que fica no poder durante anos e não tem interesse ou preocupação com o bem-estar da população.

Na verdade, a política é uma atividade humana que tem origem a sintonia das pessoas com a sociedade. É uma ciência de relacionar os seres humanos para alcançar determinado fim. Onde existirem pelo menos duas pessoas, a política estará sempre presente. Todo o tempo da nossa vida usamos a política, em casa, no emprego, na relação, nas igrejas ou com os nossos vizinhos. Quando nos relacionamos, conversamos, discutimos ideias, estamos a fazer política.

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Quem não se interessa por política, continua a deixar que dominem o nosso bem-estar, mantendo tudo igual como está, sem rumo.

É verdade que grande maioria dos jovens já nasceram em democracia e não sentem nenhuma preocupação em relação à mesma e a maior parte dos partidos estruturais do sistema está resumido a um processo de profissionalismo político. Enquanto os mais velhos, por força de hábito vão votar, os mais novos não estão para isso. Os jovens sentem que o seu voto não faz diferença. Não sentem que vão escolher alguém que vai ser fiel às suas promessas, que lhes vai prestar contas. 

Os partidos radicais têm uma tendência a maior mobilização de juventude, sejam de extrema-direita, ecologistas ou verdes. Ambos os partidos dos extremos constituem um perigo para a sociedade, se vivêssemos no século passado e se chegassem ao poder acabaram por impor, o fim da democracia e da liberdade de expressão. Na extrema-esquerda têm como princípios políticos a estatização da economia e da propriedade, a rejeição da iniciativa privada, do lucro e da liberdade individual. Resumindo, querem sempre mais funcionários públicos, mais serviços públicos, mais empresas publicas, mais Estado. Estado por todo o lado, como em Cuba, onde até o pessoal dos hotéis são funcionários públicos, e contra o capital. A extrema-direita, designado como populismo nacionalista, utiliza a bandeira da luta contra a corrupção, bem como a perceção das desigualdades e da injustiça, para fabricar um mundo de inimigos, através do racismo e da xenofobia. 

É fundamental conhecer a História e usar a Filosofia como instrumento de pensamento para analisar a realidade atual, debater, clarificar, caracterizar, definir e agir coletivamente e individualmente em conformidade.

É essencial que os cidadãos, independentemente da filiação ou ideologia partidária, façam participação nas assembleias de freguesia, nas assembleias municipais para que possam  reivindicar de forma inovadora e atrair para si todos aqueles que se revêm nas sua ideias, pois na democracia cada vez mais, e assim é que deve ser, o poder não pode ser da maioria, mas sim deve estar distribuído de forma a que tudo aquilo que é feito seja em consenso.

Sempre fui defensor da liberdade e procurando ser solidário com os mais necessitados. Ingressei há cerca de ano e meio, no partido Aliança, ainda sem qualquer representação legislativa e autárquica. Existe enormes dificuldades para cativar os interesses de diversas classes, grupos e meios sociais. Não pretendo ganhar protagonismo nem tão pouco cargos. Somente apelo aos cidadãos que façam cidadania com ética e responsabilidade.

 Não se escondam, isso não leva a nenhum lugar.