Diogo Carrasqueiras Pereira, candidato do PS à Câmara de Terras de Bouro: “Concelho precisa de visão e projeto de futuro”

Diogo Carrasqueiras Pereira lidera a lista do PS à Câmara de Terras de Bouro e propõe-se a apresentar «uma visão e um projeto para o futuro» do concelho, que é desde 2017 governado pelo PSD. O candidato socialista considera «imperativo» travar a perda de população no concelho, algo que «não se resolve com apenas uma medida isolada» e que necessita de um plano capaz de atrair investimento, criar emprego e desenvolver o território.

De forma resumida, quais são as principais prioridades da candidatura?

Mais do que uma candidatura, queremos apresentar aquilo que tem faltado a Terras de Bouro: uma visão e um projeto para o futuro. Sabemos de onde partimos, conhecemos bem os desafios que nos serão colocados, mas sobretudo sabemos para onde queremos chegar. Às quatro prioridades previamente identificadas acrescentamos mais uma: criar condições para que as nossas gentes fiquem e para que tantos outros regressem; criar empregos estáveis e dignos; preservar o património natural; tornar a atividade da Câmara mais transparente, célere e participada; e assegurar a sustentabilidade financeira do município.

Bem sei que as pessoas querem obra feita, mas ter um endividamento próximo dos sete milhões de euros – lembro, por exemplo, os empréstimos à banca realizados por este executivo – quando o orçamento da Câmara é de 17 milhões, é algo que nos preocupa e que condicionará inevitavelmente a atividade futura.

O que é mesmo imprescindível fazer em Terras de Bouro no próximo mandato?

Travar a perda de população. É imperativo! Mas não se resolve com apenas uma medida isolada. Por isso apresentamos um projeto que permita atrair investimento, criar emprego e desenvolver o nosso território.

Este projeto integra o programa “Gerês Todo o Ano”, que reúne diversas iniciativas para dinamizar a economia local – desde medidas de menor amplitude até grandes investimentos, como o Hotel Casino. Em estreita colaboração com a empresa que detém a concessão das termas, queremos rever o contrato de forma a aumentar o período de funcionamento do negócio.

Criámos ainda o Cluster do Chá, do Mel e das Plantas Medicinais, que visa não só potenciar a produção destes produtos, como também atrair uma indústria de fitoterapia.

Queremos melhorar a qualidade de vida das pessoas, com consultas de medicina oral gratuitas e centros de estudo para os mais jovens. Para financiar estas medidas, o IMI das Barragens será determinante.

Pretendemos ainda atrair um eco-resort e um centro de inovação e investigação. Todos estes investimentos serão distribuídos ao longo do território. Estas são apenas algumas das linhas do nosso projeto.

Se for eleito, qual será a primeira medida a tomar?

Há quatro ações imediatas: continuar a ouvir os terrabourenses; analisar a situação financeira: orçamento de 17 milhões e endividamento próximo de sete milhões, que poderá condicionar projetos; rever obras concluídas ou em curso para garantir continuidade; e simplificar processos administrativos e criar uma “via verde” para grandes investidores, tornando Terras de Bouro mais competitivo e atrativo para fixar população.

Por que devem os terrabourenses votar em si?

Porque é fundamental interromper este ciclo de estagnação da nossa terra. Apresentamos um projeto sério e uma visão para o futuro, que garante o desenvolvimento sustentável do concelho.

Porque temos uma equipa multidisciplinar e experiente, que inclui jovens em lugares de destaque. Porque trabalhamos e trabalharemos por e para todos, sem favores nem coação, dando o exemplo.

Depois de oito orçamentos executados por este executivo, os terrabourenses devem refletir se os mais de 100 milhões de euros gastos por esta governação do PSD serviram para o bem-estar geral, para a melhoria das condições de vida e para o superior interesse do município. Devem questionar-se se fariam os mesmos investimentos que este executivo concretizou ou se apostariam em projetos capazes de trazer retorno à autarquia, permitindo garantir a fixação das pessoas e investir ainda mais no futuro. E qual foi a grande obra estrutural que o executivo do PSD apresentou?

Enquanto vemos os concelhos vizinhos atrair grandes investimentos — Arcos de Valdevez anunciou recentemente um investimento de 30 milhões numa unidade hoteleira (quase o dobro do orçamento da autarquia de Terras de Bouro); Amares constrói habitação pública e reabilita o Mosteiro de Rendufe (10 milhões de euros); Vieira do Minho inaugura instalação de unidade de saúde (dois milhões de euros) — e Terras de Bouro? Em Terras de Bouro faltaram investimentos estruturais ao longo destes oito anos.

Mas Terras de Bouro também pode concretizar ideias. Terras de Bouro também pode ter ambição e aproveitar todo o seu potencial que é único. Terras de Bouro pode ser muito mais do que é hoje em dia.

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