O Domingo de Páscoa é celebrado um pouco por todo o país com manifestações de fé e tradição que continuam a marcar profundamente a identidade cultural portuguesa. A data, que assinala a Páscoa, é vivida como um momento de renovação espiritual, simbolizado pela expressão “Cristo Ressuscitou, aleluia, aleluia!”, ouvida em igrejas e comunidades.
Uma das tradições mais emblemáticas deste dia é o Compasso Pascal, que percorre ruas e habitações, levando a cruz pascal às casas dos fiéis. Acompanhado pelo som de campainhas, sinos e foguetes, o compasso é recebido com devoção, num gesto simbólico de fé e acolhimento. Em muitas localidades, os percursos são adornados com tapetes feitos de pétalas e ervas, acrescentando cor e significado à celebração.
Depois do período de reflexão e jejum da Quaresma, o almoço de Páscoa assume particular relevância. Famílias reúnem-se à mesa para partilhar uma refeição que simboliza união, renovação e o regresso à abundância após semanas de contenção.
O cabrito e o borrego assados mantêm-se como pratos principais de eleição, enquanto nas sobremesas convivem tradições antigas e hábitos mais recentes. Para além dos ovos de chocolate e das amêndoas, continuam a marcar presença doces como cavacas, casadinhos, coquinhos e o tradicional pão de ló.
Em concelhos como Amares e Terras de Bouro, a vivência da Páscoa mantém-se particularmente enraizada, com as casas abertas para receber o compasso e partilhar alimentos, num ambiente de forte ligação comunitária.
Mais do que uma celebração religiosa, o Domingo de Páscoa afirma-se como um momento de encontro entre gerações, de preservação de tradições e de reforço dos laços familiares, mantendo viva uma herança cultural que atravessa o tempo.
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