O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, diz que os próximos anos serão essenciais na execução dos fundos europeus e, por isso, releva ainda mais as eleições autárquicas.
“Neste ano, não votar é renunciar a uma oportunidade única de beneficiar de uma situação financeira irrepetível”, disse o chefe de Estado no Palácio de Belém, relevando que também é “renunciar” à preocupação com as autarquias.
No apelo ao voto, Marcelo diz que as autárquicas são o “exercício da cidadania” e destaca o número de candidaturas para as eleições, ao mesmo tempo que dá note de que muitos autarcas terminam o terceiro mandato e não se podem recandidatar: “Tudo isto são razões para ir votar.”
Destacando uma campanha agitada, mas civilizada, o Presidente da República lembrou os dinheiros por executar do PRR e outros provenientes da União Europeia, dizendo que ainda faltam chegar “mais 13 mil milhões de euros aos beneficiários finais”.
“Boa parte destes recursos passarão pelo poder local”, afirma, dizendo que “votar não é só votar naqueles que melhor se conhece”.
“Como só aconteceu no início da democracia”, Marcelo diz que no espaço de um ano há eleições autárquicas, legislativas e presidenciais.
A campanha oficial para as eleições autárquicas terminou na sexta-feira para mais de 800 grupos de cidadãos e forças políticas, que candidataram cerca de 12.860 listas a autarquias de todo o país, de acordo com dados provisórios da Comissão Nacional de Eleições (CNE).
Nas eleições autárquicas, que decorrem entre as 08h00 e as 19h00 de domingo, os eleitores vão escolher os órgãos dirigentes de 308 câmaras municipais, 308 assembleias municipais e 3221 assembleias de freguesia.
Outras 37 freguesias vão escolher o executivo em plenários de cidadãos, por terem menos de 150 votantes.












