O recrutamento de cidadãos de países terceiros continua a ser limitado, de acordo com o inquérito e só uma em cada sete pequenas e médias empresas (PME) tentou contratar trabalhadores fora da União Europeia (UE) nos últimos dois anos. Portugal é dos países com mais dificuldades em contratar, mas dos que mais facilmente os consegue manter depois de contratados.
Quase metade de todas as PMEs (46%) relataram que encontrar funcionários com as competências certas foi difícil ou muito difícil nos últimos 24 meses, com grandes variações entre os Estados-membros.
Este número sobe para 70% para as PMEs que contrataram no ano anterior, mostrando que, para as PMEs europeias que procuram ativamente contratar, a dificuldade tornou-se a norma.
Apesar destas dificuldades, apenas uma em cada sete PMEs tentou contratar trabalhadores de fora da UE nos últimos dois anos.
SITUAÇÃO EM PORTUGAL
Em relação a Portugal os dados mostram que as empresas portuguesas que participaram neste Eurobarómetro consideram que nos últimos 24 meses tiveram dificuldades em encontrar trabalhadores com as capacidades certas: 29 % (a média europeia é de 24 %) dizem que foi muito difícil, 15% um pouco difícil, 10% fácil ou 5% bastante fácil. A média europeia é de 24 por cento.
As empresas portuguesas admitem que mais difícil do que encontrar pessoas com o perfil adequado fora da União Europeia foi contratá-las: 35 por cento dizem que foi muito difícil (13% um pouco difícil, 12% fácil ou 2% bastante fácil).
Aliás, Portugal foi o segundo país com mais dificuldades em contratar estas pessoas, a seguir ao Chipre e em pé de igualdade com a Lituânia. A média europeia é de 23 por cento
Em Portugal só 18 por cento das empresas tentaram contratar profissionais dentro dos países da EU, 15 por cento tentaram fazer contratos com profissionais de outros países terceiros e 71 por cento nunca tentaram.
As pequenas e médias empresas portuguesas revelam que 2 por cento tentaram contratar engenheiros civis e de infraestruturas; 12 por cento engenheiros mecânicos e industriais, 9 profissionais de tecnologias de informação, 18 por cento trabalhadores da construção e 30 por cento noutras áreas.
INTEGRAÇÃO, CONTRATAÇÕES E APOIOS
O estudo revela que 54% das PMEs consideraram o processo de contratação fora da UE difícil, citando os procedimentos complexos de recrutamento e imigração (31%) e a dificuldade em encontrar os candidatos certos (25%) como as duas principais barreiras.
Ao mesmo tempo, aquelas que contrataram com sucesso trabalhadores de fora da UE geralmente relatam experiências positivas. 61% das PMEs consideraram o processo fácil. Entre as que recrutaram cidadãos de países terceiros (14% da amostra), 54% descreveram o processo de recrutamento como difícil.
No entanto, metade dos inquiridos (50%) considerou o processo de recrutamento “totalmente fácil”, sugerindo uma perceção mais positiva da contratação de trabalhadores de países terceiros em comparação com os resultados globais do inquérito.
No que se refere a manter esses trabalhadores de países terceiros depois de contratados, as empresas portuguesas são as que mais dizem que foi muito fácil 49 por cento (a média europeia de fácil é de 23 por cento), 33 admitem por cento que foi fácil, 12 por centro que foi difícil e 6 por cento que foi muito difícil.
Apenas 15% das PMEs conhecem os serviços de apoio disponíveis para o recrutamento internacional e apenas 14% já os utilizaram.
As PMEs concordam que a contratação fora da UE poderia ser facilitada através de apoio financeiro (31%), informação e orientação sobre os procedimentos de recrutamento e migração (25%), assistência na procura de candidatos (23%), ajuda na integração no local de trabalho (20%) e apoio à imigração e à relocalização (18%).












