Esposende. Ambientalista denuncia a Montenegro “imundice e falta de civismo” em praia de Apúlia

O ambientalista Carlos Dobreira denunciou ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, o cenário que encontrou entre os passados dias 21 e 25, na praia Apúlia Norte, em Esposende, uma das zonas balneares mais procuradas pelas populações minhotas.

Dobreira conta, em nota à imprensa, que em oito sessões de plogging, com a duração total de 10 horas e 29 minutos, recolheu 220 litros de resíduos e 1332 beatas de cigarro no areal daquela praia (frente aos moinhos) e numa extensão de 100 metros da Avenida Cedovém.

s sessões destes cinco dias (bidiárias entre os dias 21 e 23 e diárias nos dias 24 e 25) integraram-se na ação de plogging ‘Deixe a Apúlia Limpa’ e “chocaram os banhistas, tendo sido interpelado, em particular por emigrantes e crianças”.

“Dos resíduos recolhidos destaque para uma seringa, caricas, tubagens, cordas, pedaços de molas, etiquetas de artigos de praia (chapéus de sol, bolas), tampas de plástico, lenços de papel, sacos de plástico, pauzinhos de chupa-chupas, esferovites de diversas dimensões, embalagens de gelado, maços de tabaco, estilhaços de vidro, uma quantidade assinalável de microplásticos, entre outros”, enumera.

Sublinha que, na manhã do dia 23, recolheu 650 beatas de cigarro e de 60 litros de resíduos numa extensão de 100 metros do passeio e cerca da Avenida Cedovém, resíduos que foram recolhidos em sacos de plástico, separados e colocados em ecopontos e contentores.

O ativista conclui a nota informando que as fotos obtidas nesses cinco dias “vão ser divulgadas em ações de sensibilização em estabelecimentos de ensino, assim como integrar um processo de candidatura a prémio internacional na área ambiental em elaboração por parte de um grupo de cidadãs e cidadãos”.

Fotos: Carlos Dobreira

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