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OPINIÃO -
Geração X

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Artigo de Marco Alves

 

O termo Geração X é utilizado para rotular as pessoas nascidas após o chamado “Baby Boom”, que foi um aumento importante na taxa de natalidade nos EUA e na Europa após a Segunda Guerra Mundial. Essa geração inclui a população nascida no início de 1960 até ao final dos anos 1970, mas também podem ser considerados como “X” os nascidos no início dos anos 1980, no máximo até ao ano de 1982.

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Detém um conjunto de experiência comuns marcantes, foi uma geração que comeu bombocas, tulicreme à colherada, sanduiches de bolachas Maria com manteiga. As festas de aniversário tinham sandes de fiambre e queijo, saladas de fruta e mousse de chocolate. Apesar disto, foi também uma geração que aprendeu a comer sopa, peixe cozido, legumes e fruta a todas as refeições. Não havia comida especial para as pessoas desta geração. Nas férias grandes iam para a praia ou para a terra dos pais. Andavam de bicicleta e iam a pé para a escola, sozinhos ou com amigos e sabiam a tabuada de cor. Uma geração em que na televisão só havia um canal de TV, onde a família se juntava a ver a TV Rural, o concurso “1,2,3” e o Topo Gigio. Foi a primeira geração a utilizar o computador.

Estamos a entrar numa nova fase da evolução humana, melhorada pela ciência e pela tecnologia. É uma fase criada pela nossa vontade, não pela natureza.

A incorporação de tecnologia avançada nos nossos corpos está apenas a começar. O termo “cyborg” foi concebido em 1960 por médicos norte-americanos para referir um ser humano melhorado que poderia sobreviver em ambientes estranhos. Um “cyborg” é essencialmente um sistema homem-máquina em que os mecanismos de controlo da parte humana são modificados externamente por drogas ou dispositivos de regulação para que o corpo possa viver num ambiente diferente do normal.

Talvez agora, com a emergência climática e a extinção em massa da biodiversidade, a humanidade tenha de se tornar-se um “cyborg” para sobreviver na Terra, no planeta sem condições de habitabilidade que provavelmente se tornará. 

Permanecer saudável e jovem por muito tempo será uma das maiores aspirações. A possibilidade de eliminar certas patologias traça um futuro para o ADN humano modificado. Temos de dar origem a uma sociedade/civilização cujo propósito explícito da introdução da tecnologia avançada nos nossos corpos seja abolir o sofrimento e assegurar que ele nunca mais volta a surgir.  

O biólogo Edward Osborne Wilson afirmava que “o verdadeiro problema da humanidade é que temos emoções paleolíticas, instituições medievais e tecnologia divina”. Conseguirá o homem implantar a sua mente num corpo robótico ou numa rede de computadores?

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