A Inspeção-geral das Atividades em Saúde (IGAS) está a realizar, há vários meses, um processo de inquérito às cirurgias feitas na oftalmologia do Hospital de Braga, onde foram revelados contratos milionários com a empresa do diretor de serviço agora afastado.
Esta investigação às cirurgias teve origem numa denúncia que chegou à Entidade Reguladora da Saúde (ERS), em 2024, que a encaminhou para a IGAS, avança a CNN Portugal.
De acordo com a estação televisiva, a denúncia garante que há «ilegalidades na realização de cirurgias, eventualmente não necessárias». Em causa estarão operações, algumas até terão sido cobradas ao Estado, que não serão precisas, nomeadamente chamadas «pós-cataratas». Diz a queixa que os médicos «só querem ganhar dinheiro, sem olhar a meios», arranjando até doenças «que não existem».
Esta denúncia, que além de oftalmologia, refere também alegadas irregularidades no serviço de urologia da Unidade Local de Saúde de Braga, está agora a ser investigada na IGAS.
Ambos os processos estão agora a ser analisados de forma autónoma pela IGAS, que está a apurar tanto as alegadas irregularidades clínicas como as possíveis incompatibilidades legais e éticas resultantes da relação entre o hospital e o ex-diretor de serviço.












