OPINIÃO

OPINIÃO -
Inteligência Emocional

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Artigo de Hélder Araújo Neto, Psicólogo

 

Os textos que aqui trago, embora estejam num espaço – sendo intitulados – de artigos de opinião, na verdade, não o são. Não é a minha opinião. O que escrevo é informação baseada em factos científicos, envolvida numa roupagem mais acessível. Todavia, o mais importante é continuar o caminho, que considero interessante, do conhecimento que tento transmitir. Neste caso, vou empreender pelo caminho da inteligência emocional.

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As teorias mais recentes romperam com o modelo tradicional do conceito de inteligência, em que se media o Q.I. (Quociente de Inteligência). Uma das mais amplamente aceites é a do psicólogo norte-americano Howard Gardner que, nos anos 80 do Séc. XX, preconizava que existiam oito tipos de inteligência. A saber: Inteligência Linguística; a Inteligência Lógico-matemática; a Inteligência Espacial; a Inteligência Musical; a Inteligência Corporal-cinestésica; a Inteligências Intrapessoal; a Inteligência Interpessoal; e a Inteligência Naturalista. Ressalvo que o autor considera que nenhum destes tipos é mais importante do que o outro.

O conceito de Inteligência Emocional surgiu alguns anos mais tarde, pela mão de outros autores/investigadores que, basicamente, fundia as inteligências Intrapessoal e Interpessoal. A definição de Inteligência Emocional pode ser um tipo de inteligência que nos dota da competência para compreender, gerir e regular as nossas emoções e sentimentos, bem como interpretar as emoções nos outros, ajudando nas interações sociais, permitindo, por exemplo, a presença de empatia.

A sabedoria popular diz que nunca devemos tomar decisões importantes, quando estamos tristes, nem efetuar promessas quando estamos alegres. Este adágio é um exemplo de Inteligência Emocional, porque avisa que não nos devemos deixar levar pelas emoções, que devemos usar as emoções a nosso favor, não sendo usados por elas. Uma pessoa inteligente emocionalmente consegue impedir que emoções como a tristeza, a raiva e o medo interfiram ou direcionem as suas decisões.

Nas consultas com os meus pacientes, tento sempre dotá-los com competências cognitivas e comportamentais, que acabam por contribuir para o desenvolvimento da sua Inteligência Emocional. Um exemplo é quando trabalho com eles as questões de ações guiadas pelos valores e não pela emoção. Para ilustrar, imaginemos o seguinte: alguém que pesa 120 quilogramas e tem como valor (algo que é importante para si) ficar mais magro e saudável. O que fará? Inscrever-se-á num ginásio para iniciar o processo de emagrecimento. No dia previsto para o primeiro treino, a pessoa sente-se triste, deprimida, sem vontade ir ao ginásio. Se o individuo não for, está a ter um comportamento guiado pela emoção; está a ser pouco inteligente, emocionalmente. Se, apesar de não lhe apetecer, for ao treino, está a ser inteligente, emocionalmente, porque sabe que está a ter um comportamento de acordo com os seus valores, e que a probabilidade de o seu humor melhorar, no fim do treino, é elevada, uma vez que cumpriu um objetivo, que libertou endorfinas, que iniciou o caminho para uma vida saudável.

Para terminar, percebo que só consigo aflorar o tema (e os temas que aqui trago de uma forma geral) mas, aflorando-o, almejo deixar sementinhas de curiosidade que contribuam para que o leitor se interesse pelo(s) tema(s) e, munido dessa curiosidade, faça a sua própria investigação e encontre caminhos para o desenvolvimento pessoal, para que o hoje seja sempre melhor que o ontem. Por fim, aproveito para lembrar que a Inteligência Emocional é uma competência que pode ser desenvolvida e melhorada, tal como as outras Inteligências, e que esse desenvolvimento contribui para um melhor desempenho nas diversas esferas em que a vida acontece: família, relacionamentos, trabalho, estudo, diversão, descanso, conquistas, etc.

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