A Polícia de Segurança Pública (PSP) alertou para o aumento das burlas telefónicas levadas a cabo por falsos funcionários bancários, um esquema que tem feito crescer o número de vítimas em Portugal. Só no passado dia 7 de julho foram registadas 24 ocorrências, um indicador que, segundo a polícia, revela um aumento significativo deste tipo de crime.
O esquema começa, habitualmente, com o envio de uma mensagem SMS que aparenta ter sido enviada pelo banco da vítima. Na mensagem é feito um alerta para uma alegada transferência suspeita ou para movimentos irregulares na conta bancária, sendo pedido ao cliente que contacte, com urgência, um número de apoio indicado no próprio SMS.
Quando a vítima liga, é atendida por um alegado funcionário bancário que, recorrendo a um discurso convincente e profissional, afirma ser necessário agir rapidamente para proteger o dinheiro da conta. Durante a conversa, é persuadida a transferir os fundos para uma suposta “conta de segurança”, controlada pelos burlões.
A PSP explica que os criminosos recorrem frequentemente à técnica conhecida como spoofing, que permite falsificar o número de telefone apresentado no ecrã do telemóvel, fazendo-o coincidir com o contacto oficial de uma instituição bancária. Noutros casos, o primeiro contacto é efetuado através de números de telemóvel comuns.
Perante o aumento deste tipo de fraude, a PSP recomenda que os cidadãos nunca liguem para os números indicados em mensagens SMS e utilizem apenas os contactos oficiais disponibilizados pelos bancos.
As autoridades alertam igualmente para a importância de nunca fornecer códigos de segurança, PIN, palavras-passe ou outros dados confidenciais por telefone e de desconfiar de qualquer pedido urgente para efetuar transferências bancárias.
Caso suspeitem de terem sido alvo de uma tentativa de burla, os clientes devem contactar de imediato a instituição bancária através dos canais oficiais, solicitar o bloqueio de cartões ou credenciais, alterar os acessos ao serviço de homebanking e apresentar queixa às autoridades, conservando as mensagens recebidas e os comprovativos de eventuais operações realizadas.
A PSP apela ainda à divulgação deste alerta, sobretudo junto da população mais vulnerável, como os idosos, de forma a prevenir novas vítimas deste esquema fraudulento.












