O Mimarte – Festival de Teatro de Braga arrancou, esta quarta-feira, com uma conversa dedicada ao papel da arte na transformação do espaço público, dando início a cinco dias de espetáculos, intervenções artísticas e debates em diferentes pontos da cidade.
A sessão inaugural, subordinada ao tema “Quando a cidade deixa de ser cenário: arte, presença e transformação do espaço comum”, decorreu na Livraria Centésima Página e reuniu artistas, agentes culturais e público para refletir sobre a forma como a criação artística pode influenciar a vivência do espaço urbano.
Moderada por Bruno Costa, da Bússola, a conversa contou com as participações de Miguel Bonneville e de Suzana Leite, do Plano Nacional das Artes, que abordaram o potencial da arte para promover comunidades mais participativas e inclusivas e para transformar, ainda que temporariamente, a experiência da cidade.
Além da programação teatral, o festival integra um ciclo de conversas, debates e uma masterclass dedicados à relação entre arte, cidade e espaço público. Entre as iniciativas previstas estão os encontros “Interromper, infiltrar, habitar: estratégias artísticas no espaço público”, “O espaço público como lugar de encontro: criação, comunidade e significado” e “Espaço público: lugar de todos ou território em disputa?”.
Até 5 de julho, as ruas e praças de Braga recebem ainda as intervenções itinerantes “Tom, Tom & Tom”, da companhia neerlandesa RavArt, e “Il Palombaro”, do artista italiano Alessandro Vallin.
Ao final de cada dia, a Praça do Município acolhe espetáculos de companhias nacionais e internacionais, entre os quais “Rei Lear”, da Companhia do Chapitô, “Une Histoire Vraie”, do GATO SA – Teatro de Santo André, “Ad Libitum”, da espanhola Lapso Producciones, e “STRATA”, do Teatro do Mar.
Promovido pelo Município de Braga, o Mimarte afirma-se como um dos principais festivais de teatro em espaço público do país, reunindo, ao longo de cinco dias, companhias nacionais e estrangeiras e reforçando a oferta cultural da cidade.









