Já arrancou a votação pública para escolher a Árvore do Ano Portugal 2026, iniciativa que reúne dez exemplares de elevado valor patrimonial, histórico e ambiental. Entre os finalistas destacam-se duas árvores do Minho: o Carvalho de Calvos, da Póvoa de Lanhoso, e o Tulipeiro da Virgínia, dos Jardins do Palácio dos Biscainhos, em Braga.
As dez candidatas foram selecionadas de um total de 52 árvores avaliadas na primeira fase do concurso. A votação decorre online entre 3 de dezembro de 2025 e 7 de janeiro de 2026, e o resultado será conhecido a 12 de janeiro, data marcada para o anúncio nacional da grande vencedora.
O exemplar escolhido representará Portugal no concurso europeu Tree of the Year 2026, que decorrerá entre janeiro e fevereiro, culminando numa cerimónia no Parlamento Europeu, em Bruxelas. O evento reúne decisores políticos, ambientalistas, proprietários e entusiastas da conservação arbórea.
A União da Floresta Mediterrânica (UNAC), que coordena o concurso em Portugal desde 2018, lembra que o país tem obtido classificações de destaque: o 3.º lugar em 2019 e 2023, e o 2.º lugar em 2025, alcançado pela Figueira dos Amores, em Coimbra.
DO MINHO PARA O MUNDO: DOIS SÍMBOLOS VIVOS NA CORRIDA
Tulipeiro da Virgínia – O monumento vegetal dos Biscainhos

No Jardim barroco do Palácio dos Biscainhos, junto ao Portal Ocidental, ergue-se o histórico Liriodendron tulipifera, conhecido como Tulipeiro da Virgínia.
Plantado no século XVIII e classificado como árvore de interesse público desde 2010, destaca-se pelas suas dimensões, imponência e valor patrimonial.
Além de elemento identitário, é espaço de biodiversidade, servindo de abrigo a aves e insetos polinizadores, numa simbiose entre património, memória e natureza.
Carvalho de Calvos – A força ancestral da Póvoa de Lanhoso

Com mais de cinco séculos de existência, o Carvalho de Calvos é considerado o carvalho mais antigo da Península Ibérica. Conhecido como o “ancestral de muletas”, sobreviveu a tempestades e a um incêndio, consolidando a sua imagem de resiliência.
Situado na terra natal do professor Gonçalo Sampaio, próximo do Castelo de Lanhoso, tornou-se um dos símbolos maiores da Póvoa de Lanhoso, guardado e valorizado pela comunidade que o vê como um testemunho vivo da história local.
A organização apela à participação pública, lembrando que a eleição da Árvore do Ano visa promover a valorização do património natural e reforçar a ligação das comunidades às suas árvores mais emblemáticas.
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