Ministra da Saúde exige esclarecimentos urgentes ao INEM após morte de homem em Guimarães

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, exigiu esclarecimentos urgentes ao Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) na sequência da morte de um homem de 48 anos, ocorrida no passado sábado, na vila das Taipas, em Guimarães, depois de ter sofrido uma paragem cardiorrespiratória.

À margem da inauguração das obras de requalificação do Centro de Saúde de Miranda do Corvo, a governante revelou que o INEM está a analisar o caso para apurar as circunstâncias que levaram ao acionamento dos Bombeiros Voluntários de Guimarães, em detrimento dos Bombeiros Voluntários das Taipas, cuja corporação se encontrava significativamente mais próxima do local da ocorrência.

Segundo Ana Paula Martins, o presidente do INEM deverá prestar esclarecimentos “muito rapidamente” sobre a cadeia de decisão que conduziu à mobilização dos meios de socorro.

De acordo com as informações conhecidas, os Bombeiros Voluntários das Taipas encontravam-se a cerca de três a cinco minutos do local onde a vítima entrou em paragem cardiorrespiratória. No entanto, o INEM optou por mobilizar os Bombeiros Voluntários de Guimarães, sediados a aproximadamente nove quilómetros, o que representou um tempo de deslocação estimado em cerca de 14 minutos.

A decisão suscitou críticas entre profissionais da emergência médica e da proteção civil, que questionam os critérios utilizados no despacho dos meios de socorro, sobretudo tendo em conta a existência de uma corporação mais próxima e com capacidade operacional para responder à ocorrência.

Entretanto, a associação Fénix exigiu um esclarecimento imediato por parte das autoridades, considerando que o episódio evidencia fragilidades no sistema de emergência pré-hospitalar em Portugal.

Também a Associação Nacional dos Técnicos de Emergência Médica (ANTEM) classificou o caso como “extremamente alarmante”, defendendo que a situação revela problemas na coordenação operacional do INEM e alertando que episódios desta natureza deixaram de poder ser encarados como situações pontuais.

O caso continua a ser analisado pelo Instituto Nacional de Emergência Médica, enquanto o Ministério da Saúde aguarda as conclusões da averiguação para determinar as razões que estiveram na origem da decisão de mobilizar uma corporação mais distante, apesar da disponibilidade de meios locais, numa ocorrência em que o fator tempo era determinante para as hipóteses de sobrevivência da vítima.

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