Opinião de Marco Alves
Depois de oficializadas todas as candidaturas e listas para a 14ª eleição autárquica democrática no território nacional, podemos e devemos analisar os números, nomeadamente em Amares. Pela segunda vez no concelho, temos seis candidatos à Camara Municipal, a primeira vez que isto aconteceu foi em 2009. O concelho apresentou na sua grande maioria das eleições autárquicas quatro candidatos, sendo exceção 1982, que foram apresentados três candidatos.
Em 14 eleições, oito candidatos atingiram maioria no executivo. Nas primeiras eleições de 1976, o número de inscritos era de 9.580 e 2.432 não exerceram o direito de voto. Nas últimas autárquicas, em 2021, o número de inscritos foi de 19.615 e não exerceram o voto 7.628 eleitores.
Até hoje, o Partido Socialista venceu quatro eleições para a Câmara sendo três em maioria, o CDS venceu três obtendo uma maioria, o PPD/PSD ganhou cinco eleições atingindo maioria em três das eleições coligados com o CDS e com a AD em 1982. Desde 2001 as listas independentes entraram na corrida às autárquicas, em Amares, só em 2009 concorreu pela primeira vez e venceu uma única vez, José Barbosa, que procedeu o próprio, anteriormente como presidente da Câmara Municipal pelo PS.
Do que temos a certeza para estas eleições? Existem três vencedores para as Assembleias de Freguesia, somente por existir única lista nas freguesias de Dornelas (lista do PS), Bouro Santa Marta (independente) e União Freguesias de Torre e Portela (independente). Nas duas maiores freguesias do concelho, UF Ferreiros, Prozelo e Besteiros e UF Amares e Figueiredo prevê-se uma disputa renhida entre PSD (João Andrade e Rúben Silva) e PS (Gonçalo Alves e Ricardo Alves) para vencer as respetivas Juntas de Freguesia.
Na luta pela Câmara Municipal e Assembleia Municipal, o PCP quer recuperar o deputado municipal que perdeu em 2013, as duas listas independentes tentam repetir um improvável resultado da lista independente que venceu a Câmara e a Assembleia em 2009, o PSD e PS tentam a todo o custo manter a hegemonia bipartidária que se tem consumado e consumido os amarenses nos últimos anos.
A candidatura do Chega e José Manuel Faria, ao contrário de 2021, e tal como aconteceu nas últimas eleições legislativas onde o partido Chega afirmou-se como segunda força política nacional, pode perfeitamente colocar JMF nos primeiros lugares da Câmara. Ambas as listas do partido para a CM e AM têm pessoas que conhecem a verdadeira realidade do concelho. Em breve ficaremos a conhecer o programa para Amares. Aceitei o convite de JMF para integrar a lista da AM, há mais de 20 anos que sou amarense, e muito pouco cresceu esta maravilhosa terra. Chega de adiar, vamos fazer.
“Os tempos são outros e grita-se por mudança.”












