O padre António de Magalhães Sousa lançou duras críticas ao presidente da União de Freguesias de Vilela, Seramil e Paredes Secas, Rui Tomada, que é também candidato à Câmara de Amares nas eleições autárquicas de 12 de outubro, acusando-o de “falar de união quando patrocina a divisão” e apelidando-o de ser “um falso” e “um fingido” que “só quer poleiro”.
Num texto intitulado “Sou o pároco de São Paio de Seramil”, publicado nas redes sociais, o sacerdote assegura que estará em funções naquela paróquia de Amares enquanto o arcebispo de Braga, D. José Cordeiro, “assim o determinar” e recorda que faz agora um ano que retomou a celebração da eucaristia em Seramil, “após os acontecimentos de 07 de janeiro de 2024”, em que foi interpelado por um conjunto de paroquianos que não o deixaram celebrar a missa.
“Apesar das ofensas, acusações falsas e atentado ao meu bom nome (e saúde) acabei por perdoar e voltar a celebrar”, refere. António de Magalhães Sousa sublinha que, “no meio de tudo isto, há gente inocente, porque foi enganada por meia dúzia de pessoas que pensam apenas nos seus interesses, usam a igreja para satisfazer vaidades ou julgam ser mais que os outros”.
“Quem quiser participar, as portas estão abertas; quem não quiser, não estorve quem quer. Não participar, ameaçar ou tratar mal quem quer participar ou praticar ações criminosas, como já aconteceu, implica também agir em conformidade. O perdão existe para quem regressa arrependido. Já será altura de se darem conta que estão no direito de não querer participar e procurar outras igrejas ou santuários… Não podem, porém, impedir ou prejudicar outros, seja quem for. A vida continua e, quem faz escolhas, deve também ter consciência das consequências, para si e para aqueles que andam a enganar com mentiras e/ou falsas promessas”, refere o padre, na página “Sopro e Vida”, citando o que já havia escrito no boletim paroquial.
“FAZER-SE DE COITADINHOS”
Num longo texto, António de Magalhães Sousa assegura que “crimes serão tratados como crimes” e refere que “há gente com responsabilidades públicas conivente com ações criminosas”, dirigindo depois duras palavras a Rui Tomada, embora sem nunca citar o nome do autarca, que lidera a União de Freguesias de Vilela, Seramil e Paredes Secas.
“E até quer ser candidato a presidente da Câmara quando nem em casa consegue chamar à razão para a estupidez de ações de donas mimadas? Pensam que as pessoas são todas parolas e comem na mesma gamela? Basta. Deixem-se de brincar com as pessoas ou andar de casa em casa, pela calada da noite, a fazer-se de coitadinhos com desculpas esfarrapadas e a lavar a mãos de crimes com os quais pactuam. Se não concorda, porque não aparece? Covarde. Faz-se de um coitadinho porque julga que com mel apanha as pessoas! Mas o ditado fala de mel para apanhar moscas, não pessoas…”, escreve o sacerdote.
António de Magalhães Sousa critica quem “vem à praça pública, qual Madalena lavada em lágrimas, falar de união quando patrocina a divisão” e, citando palavras do próprio Rui Tomada aquando da apresentação pública da sua candidatura independente à Câmara de Amares, acusa o autarca de ser “um falso” e “um fingido”. “Cada voto nele é legitimar a hipocrisia, a manhosice, a vitimização gratuita, o atirar a pedra e esconder a mão. Só quer poleiro, levar as pessoas na cantiga”, acusa.
O sacerdote garante que está “preparado para tudo” e diz que “meteram-se com a pessoa errada”. “Como homem não preciso de São Paio de Seramil para nada. Como padre, jamais abdicarei da minha missão e jamais trairei as pessoas e o bispo que confiam em mim. Sou e serei o pároco de São Paio de Seramil, sem salário, sem dinheiro algum, sem contrapartidas. E não serão meia dúzia de energúmenos que me intimidam. Agradeço às outras comunidades a solidariedade e proximidade manifestadas, mormente São Tiago de Goães e Santa Marta de Bouro que esses energúmenos querem, a todo o custo, envolver e tentar arrastar consigo e que prontamente têm o cuidado de se distanciar”, vinca o padre António de Magalhães Sousa.












