Opinião de Marco Alves
Amares, outrora aclamada como terra da laranja, há muito que deixou de ser espremida, deixando um vazio de vitaminas excecionais, fundamentais e vitais para o crescimento com dignidade, qualidade e harmonia de um município. Em maio, o ainda presidente da Câmara Municipal de Amares dizia que a marca de prestígio nacional, a Compal, mostrava-se interessada em criar sumo a partir da nossa laranja, semelhante ao que se produz no Algarve, no entanto a escassez de produção “culminou” … o processo.
As palavras de Moreira talvez não tenham sido ditas em tom sarcástico, mas foram de certa forma irónicas. A história inicial e verdadeira leva-nos a retroceder uns bons anos, quando existia muita produção e receio na instalação do setor económico privado nos municípios, pois tínhamos entrado na democracia recentemente. Para curiosidade de alguns ou até mesmo interesse de outros, poderão fazer pesquisa nas bibliotecas nacionais ou jornais nacionais sobre o assunto. Na verdade, durante os 12 anos de mandato, Manuel Moreira não foi capaz de dinamizar a laranja, ainda que inicialmente se tenha formado numa rosada.
Para as eleições deste ano, neste momento, há quatro candidaturas apresentadas, ainda que não sejam oficiais pelo TC, e podem ainda até dia 18 agosto surgir outras candidaturas. Algumas delas apresentaram-se cedo e outras em prazos normais, contudo já andam na viagem de circum-navegação de empoderamento perante os eleitores e residentes amarenses. Na sua grande maioria não acrescem de potencial e favorável programa político de interesse aos eleitores. É tal e qual como fazemos no Office – copy, paste and symbol.
Na minha opinião, e em posição completamente neutra até ao momento atual, diria que Pedro Costa está em condições de vencer a Câmara, independentemente do resultado das últimas legislativas, que quer queiramos ou não aceitar exercem influência direta nas autárquicas, assim como as guerrilhas internas concelhias da própria força política. Segue de vento em popa, firme e destemido, frente ao seu mais direto adversário, Emanuel Magalhães, que carrega o peso do anterior candidato laranja.
Na luta por dois possíveis lugares no executivo, Álvaro Silva e Rui Tomada, centram as suas equipas em figuras do CDS que resta no concelho, focados na tentativa de fazer diferente na campanha e demonstração de liderança para o projeto autárquico de 2025/2029. Estarão certos ou errados? Apenas no final do escrutínio poderão, perante os resultados, avaliar os seus esforços. Talvez as convergências destas duas candidaturas independentes fossem benéficas para os eleitores e “lides” do concelho. Por vezes, o ego leva-nos à derrota e afastamos a consciência da realidade vital.
Respeito por si próprio, respeito ao próximo e responsabilidade pelas ações.
Nota: O artigo foi escrito antes da oficialização da candidatura de José Manuel Faria pelo Chega.












