As festas de São José, que acontecem de 13 a 22 deste mês, voltam a afirmar-se como a grande montra da Póvoa de Lanhoso, num programa que celebra a identidade, a história e a dinâmica cultural do concelho. O cantor Zé Amaro é o cabeça de cartaz daquela que é considerada a primeira grande romaria do Minho.
Na conferência de imprensa de apresentação do programa, o presidente da Câmara Municipal, Frederico Castro, disse que o São José é a mostra viva do que a Póvoa de Lanhoso tem de melhor e representa aquele que é o seu ADN. “É a grande montra da terra”, salientou o autarca.
Ao longo de vários dias, o concelho apresenta os seus artistas, associações e coletividades, num conjunto diversificado de atividades culturais, lúdicas, desportivas e recreativas que envolvem todas as gerações.
Entre os momentos mais simbólicos contam-se três transmissões em direto, feitas através das redes sociais, particularmente dedicadas aos emigrantes povoenses: o hastear da bandeira, a procissão e o Cortejo Histórico. Uma forma de aproximar quem está longe e permitir que, mesmo à distância, possa sentir-se parte da festa e da terra que os viu nascer.
O programa integra ainda iniciativas desportivas e populares como a Pesca de São José, a Corrida e Caminhada de São José e o desfile de Clássicos e Carochas, reforçando o caráter participativo da romaria.
No plano musical, sobem ao palco 18 grupos locais, num claro investimento na valorização dos talentos da terra, a que se junta o artista Zé Amaro, protagonista de uma noite solidária a favor da Associação de Apoio aos Deficientes Visuais do Distrito de Braga, no dia 18 de março.
LEMBRAR REVOLTA DA MARIA DA FONTE
De acordo com a vereadora Fátima Moreira, este ano, as festividades ganham um significado acrescido com a celebração dos 180 anos da Revolta da Maria da Fonte, evocando um dos momentos mais marcantes da história local e nacional. O Cortejo Histórico, agendado para 15 de março, terá como temática “Maria da Fonte somos todos nós”, numa recriação que volta a reunir as 22 freguesias do concelho, reforçando o espírito coletivo que marcou esse episódio histórico.
O cartaz oficial das festas é assinado pelo pintor José Augusto Távora, numa obra resgatada da antiga parede do Clube dos Velhos e que estará também patente numa exposição evocativa. Uma homenagem à memória e ao património artístico local.
A tradicional Feira Franca de São José surge associada aos Domingos Gastronómicos, convidando a saborear iguarias como o cabrito à São José e as Rochas do Pilar, numa celebração dos sabores identitários do território.
“Teremos um programa intergeracional, que toca todos, para podermos ter a nossa vila mais bonita e mais ativa, com outra dinâmica. Todo o concelho se prepara para assegurar uma experiência agradável”, salientou Fátima Moreira.
Segundo a vereadora, numa “fase em que estão a ser lançados concursos estruturantes para dar o salto que a Póvoa de Lanhoso ambiciona”, a festa de São José mantém-se como “símbolo maior da identidade local”.
O município espera cerca de 30 a 35 mil visitantes ao longo dos vários dias de festa.


















