O preço do gás natural registou esta sexta-feira uma queda acentuada superior a 15%, fixando-se nos 47 euros por megawatt-hora (MWh), numa reação imediata dos mercados às declarações do Presidente dos Estados Unidos, que admitiu a possibilidade de um desfecho próximo para o conflito com o Irão.
Às 08:15 (07:15 em Lisboa), o gás natural para entrega no prazo de um mês negociava no mercado holandês TTF, referência na Europa, a 47,8 euros por MWh, menos 15,16% face ao fecho da sessão anterior.
Na quinta-feira, os preços tinham encerrado com uma subida de 5,6%, depois de na abertura da sessão o gás ter chegado a disparar cerca de 30%, alcançando os 69 euros por MWh. Desde o início do conflito no Médio Oriente, os preços acumulam uma valorização próxima dos 70%.
Tal como o gás, também o petróleo tem sido fortemente condicionado pela instabilidade geopolítica na região. Na abertura da sessão de hoje, o Brent registou uma queda superior a 6%, negociando em torno dos 92 dólares por barril, após ter disparado na véspera devido ao agravamento da tensão militar.
O conflito intensificou-se a 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque militar conjunto contra o Irão, que resultou na morte do ayatollah Ali Khamenei, líder supremo iraniano desde 1989. Na sequência dessa ofensiva, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e desencadeou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas em vários países da região, incluindo Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Foram ainda registados incidentes com projéteis em Chipre e na Turquia.
Desde o início do conflito, já foram contabilizadas mais de mil vítimas mortais, a maioria de nacionalidade iraniana. A possibilidade de um abrandamento das hostilidades surge agora como um fator de alívio para os mercados energéticos, altamente sensíveis ao risco de ruturas no fornecimento.












