A Irmandade de São Bento da Porta Aberta apresentou, este sábado, um “masterplan estratégico”, a executar em cinco anos, que pretende ser um “projeto estruturante e de visão estratégica para o futuro deste espaço de referência espiritual”.
“O plano agora apresentado visa transformar o santuário num espaço mais sustentável, mais seguro, mais acessível e mais acolhedor, reforçando simultaneamente a centralidade da basílica e melhorando as condições de receção aos peregrinos”, salientou o presidente da irmandade, cónego Miguel Paulo Simões, em conferência de imprensa.
Segundo o responsável, entre as várias intervenções previstas, “destacam-se a recuperação de áreas degradadas e a requalificação de espaços desajustados às necessidades atuais, numa lógica de maior integração com a natureza envolvente”.
Miguel Paulo Simões sublinhou que “este projeto será o mais relevante neste espaço depois da construção da cripta, nos anos 90 do século passado, e terá um prazo de execução de cinco anos”.
Da autoria dos arquitetos Teresa Andreson e Luís Guedes de Carvalho, o projeto incide sobre três zonas principais de intervenção: o adro da basílica e estrada nacional, o parque de merendas e a Quinta de Baixo. Propõe a articulação e valorização conjunta destes espaços, com o objetivo de converter toda esta área num grande parque integrado, dotado de diferentes valências ao serviço dos peregrinos, promovendo o descanso, o convívio e a vivência espiritual em contacto com a natureza.
Na sua intervenção, o arcebispo de Braga, D. José Cordeiro, manifestou o seu apreço pelo projeto, sublinhando que ficou “muito agradado com o masterplan apresentado”, destacando a forma como este coloca no centro “os peregrinos, o acolhimento e a ecologia integral”, em linha com os princípios que hoje orientam a ação da Igreja.
Também o presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro, Manuel Tibo, referiu que este projeto está “em perfeita sintonia com a estratégia do município para o território”, destacando a importância de reforçar a segurança dos peregrinos e de aumentar a atratividade turística, contribuindo para trazer mais visitantes e dinamizar a economia local.
O autarca sublinhou ainda o papel do santuário como um dos principais empregadores do concelho, com impacto direto no desenvolvimento da região.














